quinta-feira, 30 de dezembro de 2004

::Vermelho forever::

Quem será o louco que decretou que vermelho tá fora de moda? Ô coisa difícil achar uma saia com estampa vermelha em meio a tantos rosas, amarelos e brancos.
Pelo menos a calcinha vermelha eu ja tenho pra tentar garantir uma paixãozinha no próximo ano. Mas não to gostando nada dessas vitrines excessivamente rosas e amarelas. Não mesmo. Uó!
::Menos (mais?) um::

Então, nunca gostei de listas de coisas a fazer, planos para o ano novo, muito menos balanço do ano que passou. Sempre vivi o presente, meio que empurrando tudo com a barriga. Sem pensar no futuro e nem olhar pra trás. Só vivendo. Simples assim.
Mas não sei se é a idade, se é o peso da responsabilidade nas costas (ai, meus 12 anos!) ou se é a lembrança dos meus natais infantis que vão me deixando mais nostálgica, mas nesse fim de ano fui obrigada a pensar no ano que passou. Desde o começo. Não foi um ano fácil. Foi um ano que, se eu pudesse, faria bom uso da minha amnésia aguda e o eliminaria da memória sem dó. (mentira, o emprego eu poderia deixar na memória. hehe) Hoje, vejo a new generation da família passando pelos mesmos problemas que passávamos qdo tínhamos 7 anos. É a prima que ganha duas Barbies e vc nenhuma, é o papai noel que não veio esse ano. Mais tarde é a prima que tem aquele corpããão e vc naquela magreleza horrenda, a outra que tem aqueles dentes lindos e vc com aquele buraco que cabe um dente entre os dois da frente, é de novo a Barbie que não veio (é, a fixação pela Barbie duuuura)... Os anos passam e os problemas vão ficando um pouco maiores. As tias perguntando pelo namorado, pela formatura, pelo emprego... Os primos-amigos cada vez mais ausentes nas festas, a ausência dos avós, os pais ficando idosos e cada vez mais difíceis.
A diferença neste final de ano é que resolvi que daqui pra frente vou tentar fazer planos. Não quero ver os problemas crescendo a cada ano e me conformar com isso dizendo que "é a vida". Ainda quero ter "a casa da Barbie", quero mostrar a língua praquela tia chata com orgulho, quero que meu pai se orgulhe de mim mesmo eu sendo estudante da Fuma e não da UFMG, mesmo eu gostando de "noitadas e farras", mesmo eu sendo a filha mau-humorada que faz aquele curso que ele nunca lembra o nome e nunca entendeu do que se trata. É, também acho esquisitos meus primos que nascem, crescem, casam e vivem a vida inteira no interior, os primos que não falam palavrão, que não bebem na frente dos pais. Cada um na sua esquisitice, né?
E eu, na minha (esquisitice), só quero ser uma pessoa melhor em 2005. Não estão nos meus planos pro ano novo constituir família, ficar rica, comprar meu apartamento, mas simplesmente tentar ser uma pessoa melhor. Se a cada ano eu conseguir ser um pouco melhor, um dia vou ser uma pessoa foooooda, heim? E quem sabe papai não se orgulhe de mim. =)

Desejo que 2005 seja melhor para todo mundo aí. Falam que primeiro a gente tem que querer, não é? Fazer planos e tal... Pois é. Eu quero. E vc?

quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

::De novo::

Admito que Perdi

(Paulinho Moska)

Se você não suporta mais tanta realidade
Se tudo tanto faz, nada tem finalidade
Então pra quê viver comigo?
Eu não vou ficar pra ver nossa ponte incendiada
Nossa igreja destruída, nossa estrada rachada
Pela grande explosão que pode acontecer no nosso abrigo
Olhei pro amanhã e não gostei do que vi
Sonhos são como deuses
Quando não se acredita neles, deixam de existir
Lutei por sua alma, mas admito que perdi
E agora vou me perder nesse planeta conhecido
Intuir novos mistérios que ficaram escondidos
Naquelas palavras marcadas na sua carta de Adeus
Meu corpo vai sobreviver mesmo estando ferido
E até na hora de morrer eu não vou me dar por vencido
Porque sei que meus perdões vão estar bem ao lado dos teus
Olhei pro amanhã e não gostei do que vi
Sonhos são como deuses
Quando não se acredita neles, deixam de existir


terça-feira, 21 de dezembro de 2004

::SURPRESAS::

Tão bom qdo vc recebe palavras que te emocionam assim... de graça, inesperadamente.

A Vivi é uma menina bacanérrima, que trabalhou comigo há uns 2 anos atrás e que agora tá na rede grobo de Goiás. Simpatia em pessoa, a gente já deu boas gargalhadas juntas. Ela é daquele tipo de pessoa q te encanta pelo bom humor, pela simplicidade com que vê a vida e encara todas coisas.

Bom, eis que de repente, recebo um email de "feliz natal" diferente de todos que já recebi e queria compartilhar com o maior número de pessoas possível, então aí vai:

"O grande barato da vida é olhar pra trás e sentir orgulho da sua história. O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA. Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o bolo sola, o pneu fura, chove demais. Mas... Pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar puto durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?

Tá certo, eu sei, Polyana é personagem de ficção, hiena come merda e ri, eu sei. Não quero ser cego, burro ou dissimulado. Quero viver bem. 2004 foi um ano cheio. Problemas, desilusões. Normal. Às vezes se espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou. Normal. 2005 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o que? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?

O que eu desejo pra todos nós é sabedoria. É que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência. Que todos consigamos perdoar o desconhecido mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim. Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passa pra categoria 3, a dos amigos até a página 8. Ou muda de classe, vira colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém. O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de uma frase que adoro: cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade). Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do homem. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.

Desejo pra todo mundo esse olhar especial. 2005 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos, e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. Pois na verdade o que mais importa e estarmos sempre tentando crescer como seres humanos de verdade e acreditando em nossos sonhos e desejos. 2005 pode ser o bicho, do cacete, o máximo, maravilhoso, lindo, maneiro, especial. Pode ser puro orgulho. Depende de mim. De você. Pode ser. E que seja.

Feliz olhar novo!!!"

Não é de emocionar?
Tomara que sirva pra injetar um pouquinho de otimismo em todo mundo que passar por aqui.
Obrigada Vivi.

=~~~



terça-feira, 7 de dezembro de 2004

::Ai ai::

Admiração

Paulinho Moska

Meus olhos famintos não se cansam de te acariciar
Procuram sempre um novo ângulo pra te admirar
E sonham mergulhar na sua boca de vulcão
Provar todo calor que há na sua erupção
Escorregar nos rios claros das margens dos teus pêlos
E encontrar o ouro escondido que brilha em seus cabelos
Devorar a fruta que te emprestou o cheiro
E talvez desfrutar de um amor puro e verdadeiro
Esquecer o espaço, o tempo e o viver
Perder a noção do que é ter a noção do perder
Se um dia eu fui alegria ao te conhecer
Agora canto porque sinto a dor de não te ter

domingo, 5 de dezembro de 2004

::E no meio das nuvens negras::

A vida é linda.
A Bahia é linda.
Caetano é lindo.

Alguém aí tá precisando de praia?