quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Na minha rua tem duas árvores centenárias.
Uma coisa linda de se ver.
Hoje vi e me lembrei de novo de você.
E me lembrei também que você não chegou a conhecê-las.

Imaginei tantas vezes nós dois, juntos, voltando para a minha casa depois de alguns chopes e muito riso, contemplando aquelas árvores. Dizendo um para o outro como são lindas.

E me lembrei de quantas coisas eu vivi com você em pensamento.

Devia ter um jeito da gente apagar pensamento e lembranças não vividas.

Saudade.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

:: Sonhei com você ::

Acordei com seu gosto ainda em minha boca.
Mas seu cheiro... Esse havia desaparecido.
Busquei profundamente até o último suspiro. Em vão.

Não quero mais seu gosto.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Triste é quando acaba o encanto.
Quando você se dá conta que o conto de fadas não existe mais e o que tem pra hoje é vida real mesmo, com tudo que vem no pacote.

E aí, vai querer?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

The last one.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

::Ao menos isso::
Guarde contigo os pedaços que foram arrancados de mim.
Guarde. Mesmo que seja dentro de um livro empoeirado esquecido na estante.
E que um dia, você, desavisado, os encontre na forma de doces lembranças.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tenho medo de esquecer.
Medo de esquecer o momento em que meus olhos encontraram os seus em meio aos sorrisos vazios.
Medo de esquecer o seu olhar profundo passeando por cada palavra que saía da minha boca.
Medo de esquecer o encanto.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Pensei se deveria mudar o nome do blog.
Mas achei essa descrição no wikipedia e ainda acho, como há 10 anos atrás, que não existe melhor nome.
"...purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um drama"
... ne?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Olho para o relógio que marca 23h24. Não mais 23h23.
Nossas horas se desencontraram, mas não consigo encontrar no tempo o momento exato em que isso aconteceu.
Não consigo encontrar muitas outras coisas.
Seu silêncio é um abismo. Um vácuo.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

:: A vida como ela é ::

E depois de alguns anos ela percebe
que o tempo deixou marcas em seu rosto
que a vida deixou seus olhos tristes

...

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

:: Precisa-se de detefon ::

Cof-cof! A poeira só aumenta neste recinto... Acho que até vi uma tracinha aqui, ô mô paaai...

Tem um tal de projeto de graduação que está consumindo meus dias. Mas ainda não desisti. Juro.

Elas não dominarão meu cantinho empoeirado.

domingo, 14 de maio de 2006

::Nova paixão::

O novo CD do Chico Buarque é o que eu chamo de coisa-mais-linda-de-meu-deus:
.
.
.
Porque Era Ela, Porque Era Eu
Eu não sabia explicar nós dois
Ela mais eu
Porque eu e ela
Não conhecia poemas
Nem muitas palavras belas
Mas ela foi me levando pela mão
Íamos todos dois
Assim ao léo
Ríamos, choravamos sem razão
Hoje lembrando-me dela
Me vendo nos olhos dela
Sei que o que tinha a dizer se deu
Porque era ela
Porque era eu

.
.
.
Ai, ai.

domingo, 23 de abril de 2006

::Vermelho-preto-branco::

Pintei a parede do quarto de vermelho.
Minhas "caixas de guardados" são vermelhas.
A lixeira também.
.
.
.
Mas meu coração teima em ser branco. Às vezes preto.
E eu o guardo no armário.
::Carente/contemporânea::

Num desses fins-de-semana-camisolão em que o Canal Brasil e os 5 Tele Cines (sim, eu assisto até o Tele Cine Pipoca!) bombam na minha TV, assisti um filme que tinha uma personagem insuportável. Os nomes, tanto do filme como da personagem, me fogem agora, mas vou tentar definir seu perfil: era uma jovem recém saída do segundo-grau que se depara com as incertezas da vida e lida com isso de uma forma muito "caprichosa", como se todos a sua volta tivessem que compreendê-la e assim acaba ferindo os sentimentos de alguns. (Ó mundo cruel... por mera coincidência (?) acabei de me lembrar o nome do filme: Mundo Cão)

Bom, farei aqui uma confissão: não raro me comparo com essa tal personagem e me odeio por isso. Tipo quando quero encontrar os amigos e todos me dispensam porque já têm outros programas dominicais. Minha vontade é de fazer uma mega chantagem emocional, mas aí me lembro o quão insuportável são as tais chantagens e desisto a tempo. (ou não...)
.
.
.
Deve ser só um breve ataque mulherzinha/carente/contemporânea agravado pelas recentes rejeições. Já já passa. =/

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tento tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.


[Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão. Hilda Hilst]

domingo, 16 de abril de 2006

::Novo::

Sim, mudei o template do blog. Enjoei do outro. Não que tenha enjoado do p&b ou da Valentina, mas acho que agora estou numa fase mais "caixa de guardados".

Esse blog já passou do cor-de-rosa para o amarelo, depois ficou meio incolor até chegar no p&b. Agora inauguro a nova fase que tem cara de velho. Cheiro de poeira. Cartas guardadas embaixo do colchão. Segredos antigos.
.
.
.
Mas espero que ele mude de cor antes que as traças o descubram.
::Ao Glauber!::

Ontem num encontro hippie/contemporâneo com uns amigos, em companhia da famigerada cerveja, cigarros e discos de vinil, concluímos que o cúmulo da "hippisse" é fazer um brinde ao Glauber.
.
.
.
Acabei de chorar assistindo um documentário sobre o cineasta no Canal Brasil.
.
Hippie?
::À beira do abismo::

Fica o dito pelo não dito
na infinita angústia das entrelinhas

Esse abismo que nos separa
em silêncio
::Trauma de infância::

Sou a caçula de uma família de três filhos, isso quer dizer que há mais ou menos 15 anos não trocamos ovos de páscoa na família. Minha mãe sempre achou que ovo de páscoa era coisa de se dar às crianças e chocolate nunca foi muito bem vindo entre nós. Ela sempre nos ensinou a não comer "bobagens" e enchia o nosso prato de folhas e verduras esquisitas. De modo que a páscoa, para nós ainda crianças, era um evento: a única época do ano em que podíamos nos deleitar com o famoso "fruto proibido" sem culpa.

Acho que todo esse cuidado de mamãe acabou nos fazendo perder o gosto pelo tão amado chocolate e recentemente descobri um novo pânico em minha vida: ovos de páscoa.

Nessa época do ano, os supermercados são invadidos por corredores claustrofóbicos com ovos de todos os tamanhos, cores e tipos. E só esse ano fui pega de surpresa pelo menos três vezes. Caminhando desavisada a procura do setor de CDs, ou cosméticos, fui engolida de repente pelos corredores de ovos de páscoa. Descobri que eles me assustam e a sensação de andar por baixo daqueles túneis não me é nada agradável.

Parece que tem alguém me lembrando: "A páscoa está chegando, já comprou seus ovos?"
E para mim soa como um grito fantasmagórico ou coisa parecida.

quinta-feira, 30 de março de 2006

"No mais, penso que a vida é farpa de uma madeira intensa, mas todos nós somos fortes, como um cavalo novo, com fogo nas patas, que corre em direção ao mar."

Grace Passô. Por Elise, 2005.

quarta-feira, 22 de março de 2006

::Mais uma::

Esqueci da situação mais recorrente nos últimos dias:

- Letícia, preciso desse anúncio pra hoje até as 15h. (detalhe: às 14h20)
- Tá bom, mas o cliente não tá atendendo o telefone, como ele vai aprovar?
- Se vira.
- ...