segunda-feira, 12 de maio de 2003

Planos.
Será que funcionam?
:::::::::Furto::::::::::::

Meus ouvidos precisam ouvir o que a minha boca fala.



Obrigada amigo.
CONVITE TRISTE
Carlos Drummond de Andrade

Meu amigo, vamos sofrer,
vamos beber, vamos ler jornal,
vamos dizer que a vida é ruim,
meu amigo, vamos sofrer.

Vamos fazer um poema
ou qualquer outra besteira
Fitar por exemplo uma estrela
por muito tempo, muito tempo
ou qualquer outra besteira
Vamos beber uísque, vamos
beber cerveja preta e barata,
beber, gritar e morrer,
ou, quem sabe? Beber apenas.

Vamos xingar a mulher,
que está envenenando a vida
com seus olhos e suas mãos
e o corpo que tem dois seios
e tem um umbigo também.
Meu amigo, vamos xingar
o corpo e tudo que é dele
e que nunca será alma.

Meu amigo, vamos cantar,
vamos chorar de mansinho
e ouvir muita vitrola,
depois embriagados vamos
beber mais ouros seqüestros
(o olhar obsceno e a mão idiota)
depois vomitar e cair
e dormir.
“Não. Não escrevo o que sou. Escrevo o que não sou. Sou pedra. Escrevo pássaro. Sou tristeza. Escrevo alegria. A poesia é sempre o reverso das coisas. Não se trata de mentira. É que somos corpos dilacerados – ‘oh! pedaço arrancado de mim!’ O corpo é o lugar onde moram as coisas amadas que nos foram tomadas, presença de ausências, daí a saudade, que é quando o corpo não está onde está... O poeta escreve para invocar essa coisa ausente. Toda poesia é um ato de feitiçaria cujo objetivo é tornar presente e real aquilo que está ausente e não tem realidade.”

Rubem Alves (“Cenas Vida”)

domingo, 11 de maio de 2003

::::::::Frio::::::::

Nesse friozinho só falta um namoradinho.
Pra dormir agarrado.
Beber vinho e fazer samba e amor até mais tarde...
Se trocar o samba pelo jazz então... hmmmmmm

Ai, que saudade. [suspiro]

Alguém aí quer ser meu namoradinho nesse inverno?