:::(Esse vai sem título):::
Claro que todo mundo já prestou atenção em conversa alheia.
Isso é muito comum, principalmente qdo estamos sozinhos.
Mas tem gente que não tem o menor bom senso.
Estávamos eu e minha amiga Fernanda sentadas em uma mesa de bar jogando conversa fora.
Duas amigas, buteco, papo furado de mulher:
- Menina, minha irmã comprou um sutiã que é tudo!!! e tititi tititi tititi...
(estão prestando atenção no nosso papo)
- Ai, aquele dia lá eu fiquei com muita preguiça de fulano e bla bla bla...
(estão falando da gente)
- E tititi tititi patati patatá...
Eu já não prestava atenção no que a Fê falava qdo me virei para a mesa ao lado:
- Aqui, dá pra parar de falar dos outros aí?
O cara, que estava acompanhando um casal e que foi o que fez o primeiro comentário a nosso respeito, vira com aquela cara de sonso (e bêbado):
- Falar de quem, ow?
- Ah, da menina do lenço e do anel verde... (que por acaso era eu) Por favor né, um pouco mais de respeito... Sejam mais discretos pelo menos, to ouvindo tudo que vcs estão falando!
(silêncio)
O outro cara que ainda não havia se manifestado joga um outro assunto na mesa.
E cada um continua falando suas amenidades em paz.
Mais tarde pensei que deveria ter dado umas tiradas mais bem dadas, do tipo:
- Desculpa querida, se vc acha esse cabelão hiponga partido no meio mais bonito que o meu lenço, que pena. Eu poderia te emprestar, se quisesse.
hehe
Mas ainda sou muito lerda e só pra ter falado o que falei já tremi toda, odeio confusão. Por isso mesmo evito falar dos outros assim tão descaradamente, ne?
Outro dia eu estava fazendo minha caminhada diária e passa um carro com uma cabeça pra fora gritando:
- REBOLA MENOS QUE A BUNDA CAAAI!!!!
Até eu perceber que a única bunda que estava "rebolando" por perto era a minha o carro já estava há quilômetros de distância.
Depois pensei: devia ter chamado ela pra rebolar na "minha" ne? Uma tirada bem caminhoneira assim... Droga. Perdi a oportunidade.
Fica pra próxima ne? (se meu pensamento ultra-rápido-the-flash me permitir essa façanha algum dia...)
Catarse (do grego Κάθαρσις "kátharsis") é uma palavra utilizada em diversos contextos, como a tragédia, a medicina ou a psicanálise, que significa "purificação", "evacuação" ou "purgação". Segundo Aristóteles, a catarse refere-se à purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um drama.
segunda-feira, 10 de novembro de 2003
:::Praga de mãe pega!!!:::
Alguém já ouviu falar em "praga de mãe"?
Então, e num é que a maldita pega mesmo?
Só nessa semana tive dois exemplos concretos da tal praga.
[Praga de mãe nº1: Faca X Dedo]
Estava a Letícia cortando tomate na cozinha com o corte da faca virado para dentro, como sempre fez. Desde o primeiro tomate que cortou na vida.
A mãe observa de longe e logo vem soltando a maldita (praga):
- Olha lá heim... cortando tomate desse jeito vai acabar cortando a mão...
Segundos depois, fato consumado.
Sai a Letícia com o dedo sangrando pra mostrar para a mãe:
- Olha aqui mãe. Tá vendo isso aqui? Sabe como isso chama? PRAGA DE MÃE!!!
Nunca tinha cortado o dedo picando tomates.
[Praga de mãe 2: Calça rasgada X Bunda de fora]
Letícia se arrumando pra sair. Com toda a peruíce-pink-glamourosa que tem direito. Vai até a pilha de roupas pra passar e pega a sua calça predileta. Que por acaso, é a que a mãe rogadora de pragas mais odeia. Só pq ela tem uns rasguinhos básicos e é a única calça jeans que a Letícia usa. Pra sair, pra ir a aula, pra ficar em casa, pra tudo.
Look perua da noite pronto, mamãe quase tem um peripaque qdo vê:
- NÃO A-CRE-DI-TO QUE VC VAI COLOCAR ESSA CALÇA RASGADA COM BLUSA DE LANTEJOULAS E SAPATO DE SALTO!!!
(Coitada, acho que ela morre de vergonha de mim nessas horas)
E continua:
- Ai, minha filha... Vc tem aquela saia assim, aquela outra assado, pq não coloca alguma delas?
- Mãe, eu quero colocar essa. E vou.
Logo vem a maldita:
- Essa calça vai acabar rasgando na bunda no meio da rua!!!!
Tentativa de ignorar a praga do dia:
- Então tá, eu só vou parar de usar no dia em que isso acontecer.
...
(sem comentários sobre a repercussão do fato)
Hoje está a Letícia convencida de que praga de mãe funciona e qdo ela soltar alguma frase nesse tom (de praga) e vc se sentir ameaçada, é melhor ouvir.
Pra evitar dedos sangrando em cima do tomate e bundas de fora em plena noitada de sábado.
Alguém já ouviu falar em "praga de mãe"?
Então, e num é que a maldita pega mesmo?
Só nessa semana tive dois exemplos concretos da tal praga.
[Praga de mãe nº1: Faca X Dedo]
Estava a Letícia cortando tomate na cozinha com o corte da faca virado para dentro, como sempre fez. Desde o primeiro tomate que cortou na vida.
A mãe observa de longe e logo vem soltando a maldita (praga):
- Olha lá heim... cortando tomate desse jeito vai acabar cortando a mão...
Segundos depois, fato consumado.
Sai a Letícia com o dedo sangrando pra mostrar para a mãe:
- Olha aqui mãe. Tá vendo isso aqui? Sabe como isso chama? PRAGA DE MÃE!!!
Nunca tinha cortado o dedo picando tomates.
[Praga de mãe 2: Calça rasgada X Bunda de fora]
Letícia se arrumando pra sair. Com toda a peruíce-pink-glamourosa que tem direito. Vai até a pilha de roupas pra passar e pega a sua calça predileta. Que por acaso, é a que a mãe rogadora de pragas mais odeia. Só pq ela tem uns rasguinhos básicos e é a única calça jeans que a Letícia usa. Pra sair, pra ir a aula, pra ficar em casa, pra tudo.
Look perua da noite pronto, mamãe quase tem um peripaque qdo vê:
- NÃO A-CRE-DI-TO QUE VC VAI COLOCAR ESSA CALÇA RASGADA COM BLUSA DE LANTEJOULAS E SAPATO DE SALTO!!!
(Coitada, acho que ela morre de vergonha de mim nessas horas)
E continua:
- Ai, minha filha... Vc tem aquela saia assim, aquela outra assado, pq não coloca alguma delas?
- Mãe, eu quero colocar essa. E vou.
Logo vem a maldita:
- Essa calça vai acabar rasgando na bunda no meio da rua!!!!
Tentativa de ignorar a praga do dia:
- Então tá, eu só vou parar de usar no dia em que isso acontecer.
...
(sem comentários sobre a repercussão do fato)
Hoje está a Letícia convencida de que praga de mãe funciona e qdo ela soltar alguma frase nesse tom (de praga) e vc se sentir ameaçada, é melhor ouvir.
Pra evitar dedos sangrando em cima do tomate e bundas de fora em plena noitada de sábado.
segunda-feira, 3 de novembro de 2003
:::Um pouco de boa educação para um mundo melhor:::
A MENINA entra no banheiro. Muito apertada. Tinha segurado desde a metade do filme, pois odeia sair no meio.
Dois banheiros. Uma PESSOA esperando.
Um dos dois é então desocupado.
Apesar de ter sido justamente o banheiro que estava mais perto da MENINA, sua boa educação (e bom senso) ainda consegue superar a vontade de fazer xixi.
Vira-se para a PESSOA que estava esperando:
- Pode ir, vc já estava esperando.
A PESSOA, com cara de espanto, diz:
- Não, quê isso... vai lá...
A MENINA insiste:
- Vai, moça, vc tava na frente! (já impaciente)
A PESSOA entra no banheiro meio sem-graça.
A MENINA espera mais um pouco, prestes a molhar as calças.
Uma TERCEIRA PESSOA entra.
O outro banheiro desocupa. Dessa vez, a TERCEIRA PESSOA estava mais perto do que a MENINA (apertada).
A TERCEIRA PESSOA entra correndo no banheiro sem fazer nem um movimento de cabeça sequer. Ignora a presença da MENINA.
A MENINA espera mais. Dessa vez, puta de raiva e tendendo a jogar toda a sua boa educação no lixo.
No lixo não, vai no chão mesmo que tá mais fácil.
Ê mundinho escroto, sô.
Cabe aqui uma historinha que a Fifi (minha mamãe 2) me contou:
Um pai tentava trabalhar com o filho muito inquieto por perto atrapalhando tudo.
O pai, sem alternativa para distrair o menino, teve uma idéia. Recortou em muitos pedaços um mapa mundi que achou em uma revista e deu para o filho montar, na esperança de que tal tarefa prenderia a atenção do menino por pelo menos umas duas horas:
- Toma filho, esse mundo tá muito bagunçado, conserta ele aí pro papai.
Passados menos de 30 minutos, o menino chama o pai.
O pai fica impressionado:
- Mas como vc já consertou o mundo? Passou muito pouco tempo...
- É que aqui atrás tinha esse homem. Eu consertei o homem.
Moral da história: esse mundo só tem jeito se o homem for remontado.
Num é?
A MENINA entra no banheiro. Muito apertada. Tinha segurado desde a metade do filme, pois odeia sair no meio.
Dois banheiros. Uma PESSOA esperando.
Um dos dois é então desocupado.
Apesar de ter sido justamente o banheiro que estava mais perto da MENINA, sua boa educação (e bom senso) ainda consegue superar a vontade de fazer xixi.
Vira-se para a PESSOA que estava esperando:
- Pode ir, vc já estava esperando.
A PESSOA, com cara de espanto, diz:
- Não, quê isso... vai lá...
A MENINA insiste:
- Vai, moça, vc tava na frente! (já impaciente)
A PESSOA entra no banheiro meio sem-graça.
A MENINA espera mais um pouco, prestes a molhar as calças.
Uma TERCEIRA PESSOA entra.
O outro banheiro desocupa. Dessa vez, a TERCEIRA PESSOA estava mais perto do que a MENINA (apertada).
A TERCEIRA PESSOA entra correndo no banheiro sem fazer nem um movimento de cabeça sequer. Ignora a presença da MENINA.
A MENINA espera mais. Dessa vez, puta de raiva e tendendo a jogar toda a sua boa educação no lixo.
No lixo não, vai no chão mesmo que tá mais fácil.
Ê mundinho escroto, sô.
Cabe aqui uma historinha que a Fifi (minha mamãe 2) me contou:
Um pai tentava trabalhar com o filho muito inquieto por perto atrapalhando tudo.
O pai, sem alternativa para distrair o menino, teve uma idéia. Recortou em muitos pedaços um mapa mundi que achou em uma revista e deu para o filho montar, na esperança de que tal tarefa prenderia a atenção do menino por pelo menos umas duas horas:
- Toma filho, esse mundo tá muito bagunçado, conserta ele aí pro papai.
Passados menos de 30 minutos, o menino chama o pai.
O pai fica impressionado:
- Mas como vc já consertou o mundo? Passou muito pouco tempo...
- É que aqui atrás tinha esse homem. Eu consertei o homem.
Moral da história: esse mundo só tem jeito se o homem for remontado.
Num é?
domingo, 2 de novembro de 2003
:::Olha ela aí:::


O nome de batismo da canadense que inventou a Peaches é Merrill Nisker, professora de teatro para crianças, criou o seu nome no circuito de filmes alternativos pelas suas produções de super 8. Descobriu a música por conta dos amigos Gonzales e Mocky, com quem formou o The Shit depois de descobrirem o gosto comum por Cramps e Pretenders. Em 2000, a cantora lançou o EP Lovertits pelo selo Kitty-Yo e foi adotada por Karl Lagerfeld e todo o mundo da moda, colaborou com Arthur Baker, 2manydjs e Basement Jaxx, entre outros, e participou de um filme de John Malkovich.
Atualmente morando em Berlim, na Alemanha, Peaches é o principal nome de uma safra de "garotas más" do electroclash (como W.I.T., Avenue D e Chicks on Speed). Por causa de sua atitude e das letras libidinosas e lúbricas, Peaches tem muitos problemas para divulgar seus discos, já que eles não tocam em rádio e seus clipes são banidos das TVs. Apesar disso, a cantora exibicionista já abriu para a Björk e e Queens of the Stone Age e conta com admiradores famosos, como Madonna, Boy George, Michael Stipe e Marilyn Manson.
Peaches é um dos nomes mais excitantes e provocantes da cena musical. Mesmo eletrônica, a cantora tem uma atitude rock impressionante, algo que vai muito além do que o batido rótulo representa hoje. Acostumada a fazer shows só com um microfone nas mãos e com as músicas de base ao fundo, ela consegue inspirar e chocar a platéia com sua performance de alto teor sexual, que mistura batidas de electro-funk com atitude punk.
O som devasso de Peaches traz novos ares ao marasmo na eletrônica atual. Munida de uma Groovebox 505, um microfone e uma plataforma de palco, ela passou os últimos anos conquistando uma base fiel de fãs com as músicas de "The Teaches of Peaches", de onde saíram dois hits poderosos: "Set It Off" e "Fuck The Pain Away".As músicas são impulsionadas por batidas hip hop funkeadas e guitarras nervosas e entram na onda do Miami Bass, invadindo também a praia do funk carioca. Se o primeiro disco (relançado e reempacotado duas vezes) ganhou caráter cult e transformou Peaches em semi-celebridade, "Fatherfucker" tem tudo para levar o trabalho da canadense a novos lugares.
O álbum mescla rock, electro, hip hop e guitarras, com momentos eletrônicos minimalistas e outros de punk-rock. Os destaques do disco são "I Don’t Give A ...", faixa inspirada em "Bad Reputation" de Joan Jett, e "Kick It", gravada em parceria com Iggy Pop, fã confesso de Peaches. Outra participação especial no álbum é Taylor Savyy (autor da fun "Everybody Party"), que canta no hip hop/rock "Stuff Me Up".
Texto extraído daqui.
O nome de batismo da canadense que inventou a Peaches é Merrill Nisker, professora de teatro para crianças, criou o seu nome no circuito de filmes alternativos pelas suas produções de super 8. Descobriu a música por conta dos amigos Gonzales e Mocky, com quem formou o The Shit depois de descobrirem o gosto comum por Cramps e Pretenders. Em 2000, a cantora lançou o EP Lovertits pelo selo Kitty-Yo e foi adotada por Karl Lagerfeld e todo o mundo da moda, colaborou com Arthur Baker, 2manydjs e Basement Jaxx, entre outros, e participou de um filme de John Malkovich.
Atualmente morando em Berlim, na Alemanha, Peaches é o principal nome de uma safra de "garotas más" do electroclash (como W.I.T., Avenue D e Chicks on Speed). Por causa de sua atitude e das letras libidinosas e lúbricas, Peaches tem muitos problemas para divulgar seus discos, já que eles não tocam em rádio e seus clipes são banidos das TVs. Apesar disso, a cantora exibicionista já abriu para a Björk e e Queens of the Stone Age e conta com admiradores famosos, como Madonna, Boy George, Michael Stipe e Marilyn Manson.
Peaches é um dos nomes mais excitantes e provocantes da cena musical. Mesmo eletrônica, a cantora tem uma atitude rock impressionante, algo que vai muito além do que o batido rótulo representa hoje. Acostumada a fazer shows só com um microfone nas mãos e com as músicas de base ao fundo, ela consegue inspirar e chocar a platéia com sua performance de alto teor sexual, que mistura batidas de electro-funk com atitude punk.
O som devasso de Peaches traz novos ares ao marasmo na eletrônica atual. Munida de uma Groovebox 505, um microfone e uma plataforma de palco, ela passou os últimos anos conquistando uma base fiel de fãs com as músicas de "The Teaches of Peaches", de onde saíram dois hits poderosos: "Set It Off" e "Fuck The Pain Away".As músicas são impulsionadas por batidas hip hop funkeadas e guitarras nervosas e entram na onda do Miami Bass, invadindo também a praia do funk carioca. Se o primeiro disco (relançado e reempacotado duas vezes) ganhou caráter cult e transformou Peaches em semi-celebridade, "Fatherfucker" tem tudo para levar o trabalho da canadense a novos lugares.
O álbum mescla rock, electro, hip hop e guitarras, com momentos eletrônicos minimalistas e outros de punk-rock. Os destaques do disco são "I Don’t Give A ...", faixa inspirada em "Bad Reputation" de Joan Jett, e "Kick It", gravada em parceria com Iggy Pop, fã confesso de Peaches. Outra participação especial no álbum é Taylor Savyy (autor da fun "Everybody Party"), que canta no hip hop/rock "Stuff Me Up".
Texto extraído daqui.