segunda-feira, 12 de abril de 2004

::Empolguei::



Ilustraçãozinha que fiz pra um flyer.
Não ficou bunitinha? =)

terça-feira, 6 de abril de 2004

teste links
::Quebrar os óculos estimula a criatividade::

Desde que quebrei a lente dos meus óculos na última quinta-feira-bêbada, tenho visto o mundo de outra forma.
Ando exercitando meus outros sentidos e, principalmente, a criatividade.
Ser míope nesse mundo cada vez mais visual (leia-se: pós-moderno-"carão") é realmente um problema.

Por um lado é até bom, vc não precisa parar pra cumprimentar todo mundo que conhece, não fica olhando em todos os espelhos por onde passa (mania de mulher), vc pode supor que aquele carinha que está vendo de longe seja gatinho e, como se não bastasse, ainda esteja te dando bola, pode até imaginar que aquele platônico de sempre anda olhando muito pra vc...

Mas aula de análise gráfica cega, realmente não dá.
Até tentei colar minha cara na projeção, mas não adiantou muito...
A professora lá, analisando os elementos visuais do campo compositivo das logomarcas, analisando tipografia, cores (ah, pelo menos cores eu distingo, aindas não sou daltônica), ilustrações... E eu tentando "realizar" [piada interna] as formas...
Tudo bem que as formas que realizei foram completamente diferentes das que ela mostrou, mas pelo menos estou exercitando minha criatividade.
O problema é a dor de cabeça depois de uma sessão "treinamento super intensivo: exercite a sua criatividade"...

Agora entendi tudo do meu sonho surreal.
Ando vendo um mundo surreal.
Literalmente.


segunda-feira, 5 de abril de 2004

::Sonho::

Um uno com cara de fusca que trocou o capô com cara de teto e virou um jipe.
Uma bolsa que não era minha mas que tinha coisas minhas dentro e estava comigo.
Um roubo surreal. (roubaram o uno com cara de fusca que virou jipe)
Um encontro surreal. (com aquele platônico de todas as noites)
Sorrisos.
Sensações boas.

Ainda bem que a gente pode sonhar. =)

sexta-feira, 2 de abril de 2004

::Não to boa::

O Buraco do Espelho
Arnaldo Antunes

O buraco do espelho está fechado
Agora eu tenho que ficar aqui
Com um olho aberto, outro acordado
No lado de lá onde eu caí
Pro lado de cá não tem acesso
Mesmo que me chamem pelo nome
Mesmo que admitam meu regresso
Toda vez que eu vou a porta some
A janela some na parede
A palavra de água se dissolve
Na palavra sede, a boca cede
Antes de falar, e não se ouve
Já tentei dormir a noite inteira
Quatro, cinco, seis da madrugada
Vou ficar ali nessa cadeira
Uma orelha alerta, outra ligada
O buraco do espelho está fechado
Agora eu tenho que ficar agora
Fui pelo abandono abandonado
Aqui dentro do lado de fora