domingo, 16 de abril de 2006

::Novo::

Sim, mudei o template do blog. Enjoei do outro. Não que tenha enjoado do p&b ou da Valentina, mas acho que agora estou numa fase mais "caixa de guardados".

Esse blog já passou do cor-de-rosa para o amarelo, depois ficou meio incolor até chegar no p&b. Agora inauguro a nova fase que tem cara de velho. Cheiro de poeira. Cartas guardadas embaixo do colchão. Segredos antigos.
.
.
.
Mas espero que ele mude de cor antes que as traças o descubram.
::Ao Glauber!::

Ontem num encontro hippie/contemporâneo com uns amigos, em companhia da famigerada cerveja, cigarros e discos de vinil, concluímos que o cúmulo da "hippisse" é fazer um brinde ao Glauber.
.
.
.
Acabei de chorar assistindo um documentário sobre o cineasta no Canal Brasil.
.
Hippie?
::À beira do abismo::

Fica o dito pelo não dito
na infinita angústia das entrelinhas

Esse abismo que nos separa
em silêncio
::Trauma de infância::

Sou a caçula de uma família de três filhos, isso quer dizer que há mais ou menos 15 anos não trocamos ovos de páscoa na família. Minha mãe sempre achou que ovo de páscoa era coisa de se dar às crianças e chocolate nunca foi muito bem vindo entre nós. Ela sempre nos ensinou a não comer "bobagens" e enchia o nosso prato de folhas e verduras esquisitas. De modo que a páscoa, para nós ainda crianças, era um evento: a única época do ano em que podíamos nos deleitar com o famoso "fruto proibido" sem culpa.

Acho que todo esse cuidado de mamãe acabou nos fazendo perder o gosto pelo tão amado chocolate e recentemente descobri um novo pânico em minha vida: ovos de páscoa.

Nessa época do ano, os supermercados são invadidos por corredores claustrofóbicos com ovos de todos os tamanhos, cores e tipos. E só esse ano fui pega de surpresa pelo menos três vezes. Caminhando desavisada a procura do setor de CDs, ou cosméticos, fui engolida de repente pelos corredores de ovos de páscoa. Descobri que eles me assustam e a sensação de andar por baixo daqueles túneis não me é nada agradável.

Parece que tem alguém me lembrando: "A páscoa está chegando, já comprou seus ovos?"
E para mim soa como um grito fantasmagórico ou coisa parecida.

quinta-feira, 30 de março de 2006

"No mais, penso que a vida é farpa de uma madeira intensa, mas todos nós somos fortes, como um cavalo novo, com fogo nas patas, que corre em direção ao mar."

Grace Passô. Por Elise, 2005.