quarta-feira, 20 de setembro de 2006

:: Precisa-se de detefon ::

Cof-cof! A poeira só aumenta neste recinto... Acho que até vi uma tracinha aqui, ô mô paaai...

Tem um tal de projeto de graduação que está consumindo meus dias. Mas ainda não desisti. Juro.

Elas não dominarão meu cantinho empoeirado.

domingo, 14 de maio de 2006

::Nova paixão::

O novo CD do Chico Buarque é o que eu chamo de coisa-mais-linda-de-meu-deus:
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Porque Era Ela, Porque Era Eu
Eu não sabia explicar nós dois
Ela mais eu
Porque eu e ela
Não conhecia poemas
Nem muitas palavras belas
Mas ela foi me levando pela mão
Íamos todos dois
Assim ao léo
Ríamos, choravamos sem razão
Hoje lembrando-me dela
Me vendo nos olhos dela
Sei que o que tinha a dizer se deu
Porque era ela
Porque era eu

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Ai, ai.

domingo, 23 de abril de 2006

::Vermelho-preto-branco::

Pintei a parede do quarto de vermelho.
Minhas "caixas de guardados" são vermelhas.
A lixeira também.
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Mas meu coração teima em ser branco. Às vezes preto.
E eu o guardo no armário.
::Carente/contemporânea::

Num desses fins-de-semana-camisolão em que o Canal Brasil e os 5 Tele Cines (sim, eu assisto até o Tele Cine Pipoca!) bombam na minha TV, assisti um filme que tinha uma personagem insuportável. Os nomes, tanto do filme como da personagem, me fogem agora, mas vou tentar definir seu perfil: era uma jovem recém saída do segundo-grau que se depara com as incertezas da vida e lida com isso de uma forma muito "caprichosa", como se todos a sua volta tivessem que compreendê-la e assim acaba ferindo os sentimentos de alguns. (Ó mundo cruel... por mera coincidência (?) acabei de me lembrar o nome do filme: Mundo Cão)

Bom, farei aqui uma confissão: não raro me comparo com essa tal personagem e me odeio por isso. Tipo quando quero encontrar os amigos e todos me dispensam porque já têm outros programas dominicais. Minha vontade é de fazer uma mega chantagem emocional, mas aí me lembro o quão insuportável são as tais chantagens e desisto a tempo. (ou não...)
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Deve ser só um breve ataque mulherzinha/carente/contemporânea agravado pelas recentes rejeições. Já já passa. =/

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tento tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.


[Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão. Hilda Hilst]