:::::::Vamos fritar hambúrguer então::::::
Adoro os papos com a Fê, os textos então... Vc é foda menina.
Sorry, não deu pra esperar a autorização, preciso publicar isso, tá? =)
Para que todo mundo se lambuze...
"Sobre amor, guerra, maionese e outros venenos
Enquanto suas mãos percorrem minhas coxas,
Inconvenientes mãos suadas
E sua língua entra em minha boca,
(Invasiva e viscosa sua saliva)
Quero fugir com o sanduíche mais próximo,
Me deliciar com molho, queijo e bacon
Ah! o calor do pão recém-saído da chapa
O cheiro que invade minhas narinas
Depois, a alegria das borbolhas de Coca-Cola
em pleno embargo aos Estados Unidos.
Não. Não esqueci o boicote, nem a guerra no Iraque
Não apaguei da memória a imagem da brutalidade e da morte
Somente pensei na guerra a dois, que também mata
Transforma ouro em cinza
Olho crente em lágrima
Vida em espera
Juventude em suicídio.
Somente cheguei mais perto pra ver o homem gladiador
O guerreiro dos apartamentos fechados, dos sinais fechados,
Que se esconde atrás da porrada que ele próprio não pôde conter,
Que espalha as pestes da desesperança e da traição,
e fortalece a indústria emergente do Prozac.
Destruir o outro sob o pretexto de se manter livre
é privilegiar os impulsos em detrimento das próprias escolhas.
(Saiba disso, senhor homem, seu grande escroto!)
Somente pensei em Frida Cahlo, na beleza de sua coragem,
Em sua denuncia cortante de que estamos todos sós e sofrendo.
Frida anteviu o futuro
A Bagdá de todos nós.
Me lambuzar de maionese dói menos."
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