...e ontem fui perceber que tenho uma pilha de livros no meu criado-mudo que só anda crescendo.
E se eu começasse a andar de ônibus? Da minha casa para o trabalho dá 45 minutos. Talvez dê pra ler algumas páginas. Tirando que vou a pé até a Savassi, desço na Jacuí e pego outro ônibus... é, acho que não passaria de 5 páginas.
Penso que meu criado poderia falar. Quem sabe ler os livros pra mim? Aí assim... à noite, qdo eu estivesse dormindo, estaria fazendo algo útil.
Literatura ultimamente, só as resenhas que meu pai faz oralmente de todo livro que ele lê.
Numa dessas acabou me convencendo a ler "Retrato do Artista Quando Jovem" do James Joyce. Mais um que foi para o criado-mudo.
Os outros são "Perto do coração Selvagem" da Clarice Lispector, uma biografia da Frida Kahlo e um livro de "poesias femininas" que ganhei do meu pai. Fora Hilda Hilst e Drummond, que já são residentes do tal criado-mudo há tempos. Pelo menos esses dá pra dar uma lida nos minutos antes de dormir, ou qdo acordo, ou qdo me sento na cama e lembro que eles existem.
Fora a tonelada de páginas sobre psicologia infantil que tenho que ler para o meu projeto do semestre que tem que estar pronto daqui há 20 dias.
É. Acho que vou fechar esse blog pra balanço.
Talvez esquecer que internet existe.
E cerveja. E pessoas. E sexo.
ai...
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