quinta-feira, 29 de janeiro de 2004

::Constatação::

Esse blog já foi mais interessante.
Esse blog teve fases ótimas.
Esse blog era atualizado com mais freqüência.
Esse blog precisa urgentemente de uma injeção de ânimo.

Urgentemente.

domingo, 25 de janeiro de 2004

::Porque hoje eu tô rebelde::

SENHAS
(Adriana Calcanhotto)

Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos

Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas

O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gostpo de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até os estetas
Eu não julgo competência
Eu não ligo pra etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
E compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades

O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Não, não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2004

::Post muito muito estranho::

É engraçado esse mecanismo de funcionamento das relações-interpessoais-noturnas.
Qto mais atraente vc é, mais amigos vc consegue.
Dúvida nº1: o que torna uma pessoa atraente?
Talvez a maneira de jogar o cabelo, talvez a capacidade de falar bem com várias pessoas ao mesmo tempo, talvez a capacidade de ser simpática para todo mundo, talvez o comprimento da saia ou o tamanho do decote.
Dúvida nº2: para quê "conseguir" amigos na noite?
Talvez para se sentir mais querida, talvez para "ganhar" uma rapidinha de um amigo colorido, talvez para fingir que vc está bem e feliz e saltitante.

Dúvida nº3: Pra quê ter um blog?

Deveria ser proibido escrever qdo estamos assim. Sem saber oq escrever.
E amanhã vou deletar esse post. Sei que vou.
::Agora::

Nesse exato momento eu não sou mais desse mundo.
Talvez eu seja de "Dogville".
Talvez.

Será que "Dogville"é desse mundo?

quinta-feira, 22 de janeiro de 2004

::Obrigada, Let::

DOGVILLE de Lars Von Trier- 04/11/03

Uma sensação plena de satisfação, de que uma história foi explorada ao seu máximo. Definitivamente, menos é mais.
Bernado Krivochen (Rio)


Leia a crítica na íntegra aqui.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2004

:::Propagandinha básica:::

Vamos dançar um belisquéti na Up sexta?
Olha aí ó

quinta-feira, 15 de janeiro de 2004

Acho que vou mofar.
É. Vou virar BOLOR. (ô palavrinha estranha, essa... hehe)

Alguém pare essa chuva PELAMORDEDEEEUS!!!!

terça-feira, 13 de janeiro de 2004

::Da cor do passado::

Saiu para sua caminhada diária. Tinha adquirido esse hábito há alguns meses, desde que perdera o emprego, como uma forma de ocupar o corpo e a mente. Durante a caminhada a passos largos e decididos, muitos pensamentos vinham à cabeça. Muitas idéias. Muitas lembranças. Inspirações.
Mas naquela tarde, sentiu uma inquietação ao sair de casa. Não saberia explicar, mas intuitivamente, ela sabia que seria diferente.

A chuva caía fininha. Ela andava, trajando suas roupas escuras, como de costume.
Sem perceber que os pingos tornavam-se mais espessos a cada minuto.
E ela gostava.

Sorria por dentro.
Tirou os óculos para sentir melhor cada gota que lhe escorria sobre o rosto.
Era como se a chuva pudesse lavar-lhe a alma. Como uma catarse. Uma purificação.

Na rua, olhos curiosos fitavam-na durante todo o percurso. Nos carros, nas lojas, nas calçadas. Os olhos a condenavam. Ela sabia. Sabia o que pensavam aquelas pessoas. Mas os olhares não a intimidavam. Pelo contrário, sentia-se bem ao parecer-lhes louca.
Ria por dentro.

A chuva fria aumentava. A roupa molhada colava no corpo. O cabelo perdia o volume seco, transformando-se num ralo cabelo molhado.
Somente ela e a chuva ocupavam a pista que costumava estar sempre cheia àquele horário.
Mas essa era uma tarde diferente.
Ela era única.

Na praça, a grama estava mais verde que de costume. Nenhuma criança chutando bola ou andando de patins.
Somente ela. Respiração ofegante de quem já andava há algum tempo. Coração acelerado.
Ritmo constante. Nem percebera que a chuva havia parado. Continuava em seus passos largos e rápidos.
Um vento forte mudava o rumo de seus pensamentos. Agora ela percebia que não sentia mais a chuva. Aos poucos, o vento e o calor do corpo secavam-lhe as roupas.

Uma voz quebrara seu silêncio. Pôde identificar o seu nome. Alguém chamava por ela.
Quem perturbava a sua tarde? Tinha acreditado ser uma anônima andando na chuva. Mas não. Agora não havia mais chuva e uma voz pronunciava seu nome.

-Letícia!

Ela olhava em direção ao som, mas não conseguia identificar o dono da voz. Lembrou-se de que tirara os óculos.

-Quem é? Estou sem óculos, não enxergo...

E ia caminhando em direção a ele. E ele, vinha em direção a ela.
Quando estavam a uma distância segura de sua miopia, não acreditava no que via.
Era ele. Depois de tanto tempo. Tantas cartas não respondidas, tantos "acasos" ignorados.
Era ele. Ele invadira aquela tarde que parecia ser só dela.
Ela já não sorria por dentro.

Conversaram quase como dois desconhecidos. Ele, nas suas roupas claras, ela, nas suas roupas escuras. Como estavam diferentes... Ele, contando de sua "nova vida", longe da noite e das pessoas que lhe faziam mal. Ela, apesar da serenidade conquistada nos últimos meses, continuava não conseguindo se mostrar para ele. Ouvia-o atentamente. Falava pouco. Não sabia como apagar esse escuro que havia ficado dentro dela. Desde aquele tempo...

Deram algumas voltas juntos, mal se olhavam, as mãos não paravam. Ela estava inquieta. Ele parecia em paz.

Resolveu ir embora quando percebeu que aquele encontro não os levaria a lugar algum. O passado não se apaga. Nem se revive.

Despediu-se. Queria um abraço, mas ele mantinha-se rígido à sua frente. Então encostou de leve seu rosto no dele e foi andando sem olhar para trás.

E a chuva engrossava novamente.
Dessa vez, não lhe lavava a alma. Passava despercebida por ela.
(Ou ela que passava despercebida pela chuva?)
Envolvida naquelas lembranças e com a sensação de que talvez nunca mais o veria.

E ela não ria. Não sorria. Ela chorava por dentro.
E lá, parecia mais escuro agora.

::Mais Reveillon::


A casa


Elas


Eles


Eles e elas

sexta-feira, 9 de janeiro de 2004

Acabo de constatar que quase todos os blogs da minha listinha aí do lado que não são daqui, são do Rio de Janeiro.

E eu (que vergonha) NUNCA fui ao Rio de Janeiro.

Ninguém vai me convidar? =]

quarta-feira, 7 de janeiro de 2004

links
Tenho um disco do Frank Sinatra e um da Edith Piaf.
Agora sou uma pessoa mais feliz.

E tem ainda o do Nelson Gonçalves.
=)
::Férias globais::

Outra coisa que aprendi a fazer nas férias na roça foi assistir todos os programas que passam na globo (isso não é um erro, me recuso a escrever globo em maiúsculas). De filmes natalinos na sessão da tarde, passando por todas as novelas, até aqueles enlatados que passam de madrugada.
(Detalhe: perco a melhor parte, os desenhos, que cismam em passar justamente na hora que estou dormindo.)
Pois bem, o pior vai ser sair dessa rotina lixão agora.

Hoje recebi uma ligação bem na hora da novela das 8 (e pq a gente fala "novela das 8" se o jornal nacional, que é antes, começa às 8h15?):
- Lê, nós vamos pra baiana ou pro Café Tina... Vai lá encontrar com a gente.
Eu (podem acreditar), de camisola, banhinho tomado, assistindo a novela e já pensando no capítulo de estréia da nova mini-série:
- A neim gente... Tô aqui de camisola, vendo TV... Num animo não...
Outro pega o telefone:
- Quê que foi minha filha? Tá de ressaca?
(eles devem estar pensando que estou doente)
- Nada... Tô aqui de camisola, curtindo preguiça...

Mal sabem eles que eu não perderia o primeiro capítulo da mini-série por nada.
Ai que medo de mim.

Se eu tivesse que redigir um texto sobre minhas férias, tipo aquelas composições que a gente fazia na escola quando voltava das férias, ela se chamaria:
"As férias mais inúteis da minha vida"
Ou, usando a desculpa de que se trata de uma "pesquisa de campo", eu poderia entitulá-la:
"Cultura inútil é o melhor descanso para o corpo e a mente"

terça-feira, 6 de janeiro de 2004

Link novo
::Reveillon::



Mesa fantasma




"Cantinho dos Desejos"
(ou da macumba, como preferirem)

domingo, 4 de janeiro de 2004

::De volta::

É, de volta à interNERD.

E pra começar, post clichezão:

Ano novo, vida nova, bla bla bla...

Adorei quem esteve na minha casa no reveillon, faltaram algumas pessoas essenciais, mas tudo bem...
Espero que tenham gostado.

(olha a simpatia heim, galera?)

Ai, é tanta coisa que nem sei o que escrevo.
Então, vamo lá. Olha a foto que achei no site da up:



Foi em outubro no aniversário do Davi e da Fefe minha amigona linda com sua blusa verde deslumbrante.
Aí tem eu no meio de preto, a Cla à esquerda, a Fê à direita e a Léo ao fundo meio de costas. Minha "turminha" de amigas. hihi
Obrigada, pessoa que tirou essa foto. =)
E por falar em fotos, alguém apagou as fotos do reveillon da minha câmera antes de eu descarregar (grrrr). Quem tiver fotos do reveillon, favor mandá-las pra mim.

Bom, já deu pra perceber que não estou conseguindo postar direito. Preciso organizar as idéias. Passei muito tempo na roça, sem internet, nem TV a cabo, nem vídeo, nem celular. Isso quer dizer que pensei muito, li muito, sonhei muito, comi muito e dormi muito. E dei umas voltinhas de bicicleta de vez em quando pra não virar uma bola.

Agora preciso organizar meus planos pro ano novo.
Não farei listas, não farei balanço do ano que passou muito menos continhas bizarras do tipo: qto gastei com cerveja, noitadas, essas coisas que eu adoro... Isso é coisa de gente insana.

Espero que em 2004 eu possa gastar o dobro do que gastei esse ano.
Minha fitinha amarela não sai mais do braço. Nem a rosa. E nem a branca.

Juro que volto ao normal depois.
Só preciso de um pouquinho dos inferninhos da "cidade grande".

Acho que é isso.