quinta-feira, 30 de dezembro de 2004

::Vermelho forever::

Quem será o louco que decretou que vermelho tá fora de moda? Ô coisa difícil achar uma saia com estampa vermelha em meio a tantos rosas, amarelos e brancos.
Pelo menos a calcinha vermelha eu ja tenho pra tentar garantir uma paixãozinha no próximo ano. Mas não to gostando nada dessas vitrines excessivamente rosas e amarelas. Não mesmo. Uó!
::Menos (mais?) um::

Então, nunca gostei de listas de coisas a fazer, planos para o ano novo, muito menos balanço do ano que passou. Sempre vivi o presente, meio que empurrando tudo com a barriga. Sem pensar no futuro e nem olhar pra trás. Só vivendo. Simples assim.
Mas não sei se é a idade, se é o peso da responsabilidade nas costas (ai, meus 12 anos!) ou se é a lembrança dos meus natais infantis que vão me deixando mais nostálgica, mas nesse fim de ano fui obrigada a pensar no ano que passou. Desde o começo. Não foi um ano fácil. Foi um ano que, se eu pudesse, faria bom uso da minha amnésia aguda e o eliminaria da memória sem dó. (mentira, o emprego eu poderia deixar na memória. hehe) Hoje, vejo a new generation da família passando pelos mesmos problemas que passávamos qdo tínhamos 7 anos. É a prima que ganha duas Barbies e vc nenhuma, é o papai noel que não veio esse ano. Mais tarde é a prima que tem aquele corpããão e vc naquela magreleza horrenda, a outra que tem aqueles dentes lindos e vc com aquele buraco que cabe um dente entre os dois da frente, é de novo a Barbie que não veio (é, a fixação pela Barbie duuuura)... Os anos passam e os problemas vão ficando um pouco maiores. As tias perguntando pelo namorado, pela formatura, pelo emprego... Os primos-amigos cada vez mais ausentes nas festas, a ausência dos avós, os pais ficando idosos e cada vez mais difíceis.
A diferença neste final de ano é que resolvi que daqui pra frente vou tentar fazer planos. Não quero ver os problemas crescendo a cada ano e me conformar com isso dizendo que "é a vida". Ainda quero ter "a casa da Barbie", quero mostrar a língua praquela tia chata com orgulho, quero que meu pai se orgulhe de mim mesmo eu sendo estudante da Fuma e não da UFMG, mesmo eu gostando de "noitadas e farras", mesmo eu sendo a filha mau-humorada que faz aquele curso que ele nunca lembra o nome e nunca entendeu do que se trata. É, também acho esquisitos meus primos que nascem, crescem, casam e vivem a vida inteira no interior, os primos que não falam palavrão, que não bebem na frente dos pais. Cada um na sua esquisitice, né?
E eu, na minha (esquisitice), só quero ser uma pessoa melhor em 2005. Não estão nos meus planos pro ano novo constituir família, ficar rica, comprar meu apartamento, mas simplesmente tentar ser uma pessoa melhor. Se a cada ano eu conseguir ser um pouco melhor, um dia vou ser uma pessoa foooooda, heim? E quem sabe papai não se orgulhe de mim. =)

Desejo que 2005 seja melhor para todo mundo aí. Falam que primeiro a gente tem que querer, não é? Fazer planos e tal... Pois é. Eu quero. E vc?

quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

::De novo::

Admito que Perdi

(Paulinho Moska)

Se você não suporta mais tanta realidade
Se tudo tanto faz, nada tem finalidade
Então pra quê viver comigo?
Eu não vou ficar pra ver nossa ponte incendiada
Nossa igreja destruída, nossa estrada rachada
Pela grande explosão que pode acontecer no nosso abrigo
Olhei pro amanhã e não gostei do que vi
Sonhos são como deuses
Quando não se acredita neles, deixam de existir
Lutei por sua alma, mas admito que perdi
E agora vou me perder nesse planeta conhecido
Intuir novos mistérios que ficaram escondidos
Naquelas palavras marcadas na sua carta de Adeus
Meu corpo vai sobreviver mesmo estando ferido
E até na hora de morrer eu não vou me dar por vencido
Porque sei que meus perdões vão estar bem ao lado dos teus
Olhei pro amanhã e não gostei do que vi
Sonhos são como deuses
Quando não se acredita neles, deixam de existir


terça-feira, 21 de dezembro de 2004

::SURPRESAS::

Tão bom qdo vc recebe palavras que te emocionam assim... de graça, inesperadamente.

A Vivi é uma menina bacanérrima, que trabalhou comigo há uns 2 anos atrás e que agora tá na rede grobo de Goiás. Simpatia em pessoa, a gente já deu boas gargalhadas juntas. Ela é daquele tipo de pessoa q te encanta pelo bom humor, pela simplicidade com que vê a vida e encara todas coisas.

Bom, eis que de repente, recebo um email de "feliz natal" diferente de todos que já recebi e queria compartilhar com o maior número de pessoas possível, então aí vai:

"O grande barato da vida é olhar pra trás e sentir orgulho da sua história. O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA. Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o bolo sola, o pneu fura, chove demais. Mas... Pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar puto durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?

Tá certo, eu sei, Polyana é personagem de ficção, hiena come merda e ri, eu sei. Não quero ser cego, burro ou dissimulado. Quero viver bem. 2004 foi um ano cheio. Problemas, desilusões. Normal. Às vezes se espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou. Normal. 2005 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o que? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?

O que eu desejo pra todos nós é sabedoria. É que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência. Que todos consigamos perdoar o desconhecido mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim. Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passa pra categoria 3, a dos amigos até a página 8. Ou muda de classe, vira colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém. O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de uma frase que adoro: cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade). Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do homem. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.

Desejo pra todo mundo esse olhar especial. 2005 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos, e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. Pois na verdade o que mais importa e estarmos sempre tentando crescer como seres humanos de verdade e acreditando em nossos sonhos e desejos. 2005 pode ser o bicho, do cacete, o máximo, maravilhoso, lindo, maneiro, especial. Pode ser puro orgulho. Depende de mim. De você. Pode ser. E que seja.

Feliz olhar novo!!!"

Não é de emocionar?
Tomara que sirva pra injetar um pouquinho de otimismo em todo mundo que passar por aqui.
Obrigada Vivi.

=~~~



terça-feira, 7 de dezembro de 2004

::Ai ai::

Admiração

Paulinho Moska

Meus olhos famintos não se cansam de te acariciar
Procuram sempre um novo ângulo pra te admirar
E sonham mergulhar na sua boca de vulcão
Provar todo calor que há na sua erupção
Escorregar nos rios claros das margens dos teus pêlos
E encontrar o ouro escondido que brilha em seus cabelos
Devorar a fruta que te emprestou o cheiro
E talvez desfrutar de um amor puro e verdadeiro
Esquecer o espaço, o tempo e o viver
Perder a noção do que é ter a noção do perder
Se um dia eu fui alegria ao te conhecer
Agora canto porque sinto a dor de não te ter

domingo, 5 de dezembro de 2004

::E no meio das nuvens negras::

A vida é linda.
A Bahia é linda.
Caetano é lindo.

Alguém aí tá precisando de praia?

sábado, 27 de novembro de 2004

alhooow?
::Help meeeeeee!::

Meu monitor ta possuído!
Ele fica mudando de cor, piscando, tremendo...
Acho que meu trabalho final que era pra ser vermelho vai ficar verde.
uiuiui.
que meda.

quinta-feira, 18 de novembro de 2004

:: Estranho ::

Estava lendo esse humilde blog qdo constatei que há 2 posts abaixo eu disse que "depois da tempestade vem a calmaria".

Mas a tempestade voltou muito rápido dessa vez, não?
:: Irresponsável? Eu? ::

Triste quando vc constata que depois da confusão de carro batido, mudança de quarto e noites mal dormidas, vc acabou perdendo um papel com dados essenciais para o relatório final de uma disciplina da faculdade.

Triste.

Agora é abusar da mente criativa e fazer um zuuuuper relatório "baseado em fatos reais".

Ainda bem que sou criativa. (mamãe sempre dizia...)

segunda-feira, 8 de novembro de 2004

:: QUE PORRA É ESSA??? ::

Quem será que teve a brilhante idéia de fazer um banner com a musiquinha de missão impossível?
Toda hr que começa a tal da música eu levo susto.
É um susto a cada visita fotologuística.
Quando ouvi a primeira vez pensei que meu computador tava possuído.
Porra. (foi mal os palavrões, Flávio. =P)
Mas é que se tem duas coisas que odeio são levar susto e sentir cócegas. ODEIO.
E isso não é engraçado.

domingo, 7 de novembro de 2004

::Cada dia melhor::
Nada melhor que a calmaria depois da tempestade.
E ainda tem cheirinho de chuva. =)

segunda-feira, 1 de novembro de 2004

:: htmls ::

Só não consegui entender ainda pq a fonte da data do 1º post é diferente dos outros. Alguém?

quinta-feira, 28 de outubro de 2004

:: PAU NO CU ::

Tem dia que levantar é mais difícil.
=/

segunda-feira, 25 de outubro de 2004



E esse sono que não chega?
Que bUÓsta.

::Apêlo (apelei. hehe)::

To sem a menor paciência pra htmls e afins.
Alguém salva meu blog?
Pliiiiisi?

sábado, 23 de outubro de 2004

::Porque hoje ele fala por mim::

Sozinho com todo mundo
(Bukowski)

A carne cobre o osso
e eles colocam uma mente ali dentro
e algumas vezes uma alma,
e as mulheres quebram vasos contra a parede
e os homens bebem demais
e ninguem acha o escolhido
mas continuam procurando
rastejando pra dentro e pra fora das camas.
Carne cobre o osso
e carne procura por mais que carne.
Não há chance alguma:
nós estamos todos presos por um destino singular.
Ninguém nunca encontra o escolhido.
Os esgotos da cidade enchem
os ferros-velhos enchem
os hospícios enchem
os hospitais enchem
os cemitérios enchem
nada mais enche.

domingo, 17 de outubro de 2004

::Saudades de mim::
Relendo alguns blogs do passado me recordo de como tudo começou.
E sinto saudades.
Sindo saudades daquele bloguinho de menina cor-de-rosa-estrelado cheio de posts e comentários "fofos".
Tenho saudade daquela menina cor-de-rosa. Sedenta de novos amigos, novos amores, novas paixões.
Aquela menina que um dia colocou um vinho na mochila e foi passar o fim de semana com um bando de pessoas que tinha acabado de conhecer pela internet.
Me lembro que uma vez assustei um amigo (que tb conheci pela internet) com a declaração "tenho preguiça de conhecer pessoas" qdo ele quis me apresentar uma garota que tinha um blog que eu gostava. Lembro da sua cara de espanto: "como assim, Lets?"
Desde então percebi que não sou mais aquela menina. Que minha impaciência e mau-humor estão ficando crônicos.
Nem competência pra animar os amigos que precisam de uma força eu tenho mais. Eu, aquela menina-cor-de-rosa engraçadinha e bem-humorada que sempre tinha uma piadinha pra minimizar qualquer tragédia.
Aquela menina doce e fofa está se tornando cada vez mais dura e azeda.
E p&b.
Socorro.

Relendo alguns blogs do passado me recordo de como tudo começou.
E sinto saudades.
Sindo saudades daquele bloguinho de menina cor-de-rosa-estrelado cheio de posts e comentários "fofos".
Tenho saudade daquela menina cor-de-rosa. Sedenta de novos amigos, novos amores, novas paixões.
Aquela menina que um dia colocou um vinho na mochila e foi passar o fim de semana com um bando de pessoas que tinha acabado de conhecer pela internet.
Me lembro que uma vez assustei um amigo (que tb conheci pela internet) com a declaração "tenho preguiça de conhecer pessoas" qdo ele quis me apresentar uma garota que tinha um blog que eu gostava. Lembro da sua cara de espanto: "como assim, Lets?"
Desde então percebi que não sou mais aquela menina. Que minha impaciência e mau-humor estão ficando crônicos.
Nem competência pra animar os amigos que precisam de uma força eu tenho mais. Eu, aquela menina-cor-de-rosa engraçadinha e bem-humorada que sempre tinha uma piadinha pra minimizar qualquer tragédia.
Aquela menina doce e fofa está se tornando cada vez mais dura e azeda.
E p&b.
Socorro.

Preciso de férias.
Definitivamente.

segunda-feira, 4 de outubro de 2004

::30 horas, por favor::


(Antes de mais nada, um parêntese: hoje assentei aqui disposta a colocar esse blog pra funcionar novamente. Livros e tutoriais à mão, fui vencida pelo html. Há muito tempo não consigo vencê-lo. Precisaria de mais 30 horas e muita disposição para tal.)

Bom, pode-se dizer que o tal conflito pós-moderno ataca novamente por aqui.

Depois de uma segunda-feira "daquelas" com direito a chefe desbocado, cliente mal informado, mau-humor geral digno de uma segunda-feira chuvosa, tudo isso somado à TPM (é ótimo colocar a culpa nela) e dores por todo o corpo, só me resta reclamar.

Qual o sentido disso tudo?
Que sentido há em aguentar um chefe escroto para ganhar uma mixaria ao final do mês e depois assentar numa cadeira por mais 4 horas aguentando a cara de bunda da professora e ainda chegar em casa querendo paz e encontrar seu quarto revirado pela louca da sua mãe que pensa que vc tem 5 anos de idade e ela precisa "organizar" SEU armário?

Há algum sentido em dormir pouco, estar sempre cansada, mau-humorada e não conseguir comprar um computador melhor para trabalhar em casa pq nunca sobra dinheiro?

É assim, tipo escravidão. Eu trabalho mais, ganho mais, mas não tenho mais tempo pra ficar em casa. Não ficando em casa, gasto mais dinheiro na rua. Não ficando em casa, não faz sentido comprar um computador melhor se posso usar o super E-MAC OSX super power do meu trabalho pelo menos 8 horas por dia. Usando o computador somente no trabalho, só faço aquilo que o chefe manda, portanto, só trabalho para ele. Ficando 8 horas no trabalho e 4 na aula, tenho que usar os fins-de-semana para tudo aquilo que for "extra-trabalho", inclui-se aí: trabalhos de faculdade, eventuais freelas e tentativas quase utópicas de pôr em prática "projetos pessoais". Tirando as 8 horas no trabalho, as 4 na faculdade as horas ocupadas no fim-de-semana, por que não aproveitar as horas de sono para sonhar com trabalho e "coisas a fazer"?

É isso. Até meus sonhos estão sendo dominados por essa loucura. Escravidão total e absoluta. O tempo é curto até pra surtar. Chorar no trabalho depois de um ataque histérico do chefe pensando no trabalho da faculdade que tenho que ir buscar na gráfica. Chorar em casa depois do ataque da mãe louca pensando no que levar pra aula do dia, pq estou atrasada e não tive tempo de pensar nisso antes.

Será que eu deveria tomar menos café?

sábado, 18 de setembro de 2004

::Óóóóóódio!::

Acho que não estou sendo bem compreendida ultimamente.

Hoje no salão:

-Eu quero uma cabelo com uma franjinha, sabe?

Saí de lá com um cabelinho e uma franja.
Coisas completamente diferentes.
Quase opostas.

Daqui há uns dois meses tento de novo. =/

sexta-feira, 17 de setembro de 2004

Já se sentiu meio idiota?
É exatamente assim que to me sentindo agora.
E não poderia deixar de contar isso pro meu "diarinho virtual"...
:(

segunda-feira, 13 de setembro de 2004




FECHADO PARA BALANÇO

Em breve reabriremos com novidades.
Voltem sempre.

A direção. (muito picareta, por sinal...)





sexta-feira, 27 de agosto de 2004

::Re-post::
(romântica mais uma vez)


Quando a gente conversa
contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
deixando escapar segredos
Eu não sei em que hora dizer
Me dá um medo

É que eu preciso dizer que eu te amo
te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto

E até o tempo passa arrastado
só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
ser seu amigo

É que eu preciso dizer que eu te amo
te ganhar ou perder sem angano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto

terça-feira, 24 de agosto de 2004

EM FACE DOS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS
(Carlos Drummond de Andrade)

Oh! sejamos pornográficos
(docemente pornográficos)
Por que seremos mais castos
que nosso avô portuquês?

Oh! Sejamos navegantes,
bandeirantes e guerreiros,
sejamos tudo que quiserem,
sobretudo pornográficos.

A tarde pode ser triste
e as mulheres podem doer
como dói um soco no olho
(pornográficos, pornográficos).

Teus amigos estão sorrindo
de tua última resolução.
Pensavam que o suicídio
fosse a última resolução.
Não compreendem, coitados,
que o melhor é ser pornográfico.

Propõe isso a teu vizinho,
ao condutor de teu bonde,
a todas as criaturas
que são inúteis e existem,
propõe ao homem de óculos
e à mulher da trouxa de roupa.
Dize a todos: Meus irmãos,
não quereis ser pronográficos?

domingo, 22 de agosto de 2004

::Ataque de fúria::

Acho que sou uma pessoa amigável.
Nunca tive inimigos, pelo menos que eu saiba.
Apesar de odiar flanelinhas, nunca tive uma discussãozinha sequer.
Então o que explica um ataque de fúria no meu carro em plena madrugada de sábado?
Você sai da Obra, feliiiiz da vida, de repente chega no carro e ele está TODO arranhado, o pára-brisa rachado ainda com resquícios da "arma" e o pneu furado.
Como assim? Com tantos carros na rua, escolheram logo o meu, um uninho simplesinho, que não tem nem som...
É muita crueldade.
Depois a gente não entende porque tem gente que mata mendigo à pauladas.
Crueldade. Pura e simples.
Ó mundo cruel.

terça-feira, 17 de agosto de 2004

::"Constatação"::

Esse blog está parecendo garotinho moderno:
lindo, mas não funciona.

(tecnicamente, pode até ser...)


domingo, 15 de agosto de 2004

::Porque hoje tô "romântica"::
(e precisando dizer que amo)


Quando a gente conversa
contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
deixando escapar segredos
Eu não sei em que hora dizer
Me dá um medo

É que eu preciso dizer que eu te amo
te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto

E até o tempo passa arrastado
só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
ser seu amigo

É que eu preciso dizer que eu te amo
te ganhar ou perder sem angano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto

domingo, 8 de agosto de 2004

::Feliz, depois de 12 horas de sono::

Pessoas,
muito obrigada a todos que compareceram, a todos que lembraram, a todos que contribuíram para meu primeiro dia do ano ser um tanto mais feliz.
Adoro muito todos vocês.
E estou feliz.
Muito.
=]

quinta-feira, 5 de agosto de 2004

::Convite::


terça-feira, 3 de agosto de 2004


::Faltam 3 dias para o ano novo::



E o bloguito tá quase funcionando direitinho.
Ainda tá em tempo.
(tá chegando, tá chegando...)



segunda-feira, 2 de agosto de 2004

::Faltam 5 dias para o ano novo::

E até lá, prometo que deixo esse novo layout com tudo funcionando bonitinho.
Por hoje, chega de apanhar.
Inferno astral de cu é rola.

=P



sexta-feira, 23 de julho de 2004

::Vai bombar!::

Ressaaaaaaaacaaaaaaa

domingo, 18 de julho de 2004

::Amo meu domingo::
 
O único problema do domingo é a proximidade da segunda-feira...
Ai.

quinta-feira, 15 de julho de 2004

::Aventuras numa noite de quarta::

Quarta-feira, salarinho no bolso, cervejinha de despedida com a prima que vai vaiajar de férias...
Maravilha.
- Lê, tive uma idéia. Vc podia me levar na rodoviária em vez de eu ir de carro agora a noite, ainda mais depois dessas cervejas, to meio com medo...
- Ue, por mim tudo bem.
- Aí vc fica com meu carro, se vc precisar.
- Ta, eu te levo, mas acho q nem vou querer ficar com ele não pq fico insegura de ficar rodando em carro que não é meu...
Até aí tudo ótimo.
No caminho da rodoviária:
- Cla, to achando que esse carro ta fazendo um barulho estranho, vc tem que olhar isso...
- Mas eu já olhei, o moço falou que o carro tá beleza.
- Ih, num sei não heim...
Missão cumprida, peguei o carro e fui encontrar a amiga no café.
Papo vai, papo vem...
- Vcs querem comer aonde?
- No Renato's.
- Então vamos lá, eu levo vcs.
No carro:
- Gente, esse carro ta com um barulho muito estranho, não tô entendendo...
- ...
- Ai, gente tô com medo...
- ...
- Vou parar.
Com o carro "encostado" na Contorno com Pernambuco, tento virar a chave de novo e... nada.
Nem um sinal de vida. Nem um suspiro.
- Pooooooutz! E agora? O carro não tem seguro, nem é meu...
- Calma, a gente vai dar um jeito.
Entre desesperos, piadas, frio, oficina 24h na Guaicurus, doidão de crack dando informação errada, muitas voltas com o taxista picareta, 0800 pro reboque, carona com o caminhão do reboque de volta pra casa e 80 reais a menos no salário, acho que ainda foi o "menos pior".
Parar no meio da BR040 a noite sozinha não ia ser nada legal...
Afinal, amigo é pra essas coisas, ne?
E são essas coisas que ainda me fazem acreditar que nada acontece por acaso.

terça-feira, 13 de julho de 2004

::Diálogo em entrelinhas::
O chefe, o funcionårio que está com seu salário atrasado, e a arquiteta gran-fina:

Funcionário: - Fulano, não to conseguindo gravar sessão nesse mac, é melhor gravar nesse aqui.
Chefe: - Mas esse cd não grava sessão, ele não é regravável!
Funcionário: - (anta...) Mas isso não tem nada a ver, eu mesma já gravei sessão nesse cd daqui dessa máquina...
Chefe: - Claro que tem! Esse cd não é CD-R!
Funcionário: - (burro...) É CD-R, não é CD-RW, né? RW é regravável, mas não tem nada a ver o CD ter que ser regravável pra gravar sessão...
Chefe: - Claro que tem! Quer apostar quer apostar? Vamos testar agora!
Funcionário: - (oba!) Vamos!
Chefe: - Quanto? 100?
Funcionário: - (meu salårio atrasado, seu fdp!) Eu não, apostar com vc deve ser mó furada...
Chefe: - Ue, vc não tem certeza?
Funcionário: - Eu tenho (mas vc não paga nem meu salário de estagiotária, vai pagar 100 a mais sim...), mas não vou apostar.
Chefe: - HAHAHA, ta com medo de perder!
Funcionário: - (ainda vou te ajudar a não queimar o filme com a gran-fina) É. Tô.
Gran-fina: - Nossa, que sapato legal o seu, parece bota de boxeador, vc ta lutando boxe?
Funcionário: - (hahaha)...
Gran-fina: - Tá? Lutando boxe pra proteger a gente?
Funcionário: - (Tô. Lutando boxe pra dar um soco na cara desse otário...) Ah, tô...
::Testimonial::
(mais um da sessão "viciados em yogurt")

Tem coisa melhor que esse tal de testimonial do orkut?
Qdo vc tá querendo começar a ficar com a auto-estima baixa, é só reler de um a um que resolve tudo!
E qdo recebe um novo?
É só alegria. =]
E depois tem gente que fala que yakult não tem graça...
Aposto que é pq nunca recebeu um testimonial. =P

segunda-feira, 12 de julho de 2004

::Orkut's friends::

Esse tal de orkut é o canal pra conhecer pessoas.
Em uma noite como qualquer outra na Obra, pelo menos 3 pessoas que eu nunca tinha conversado me chamaram pelo nome.
Algumas se identificaram como "friends of friends" do yorgute, outras não se identificaram.
E quem sou eu pra me atrever a perguntar?
Agora vai ser muito mais difícil saber se foi minha amnésia rotineira que me fez "desconhecer" as pessoas, ou se as pessoas andam "se conhecendo" demais pelo yakult.

(se é que alguém me entende...)

quinta-feira, 8 de julho de 2004

Querido bloguinho,
sei que não estou sendo legal com vc.
mas prometo que essa fase de abandono vai passar.
vc ainda será muito mais bem tratado do que vem sendo.
prometo.
e não vai demorar.

assim seja.

segunda-feira, 28 de junho de 2004

quarta-feira, 23 de junho de 2004

::Mau humor::

O que fazer quando um mau humor te ataca quase que fulminantemente logo de manhã?
E o pior é que o motivo desse mau humor é uma filhinha-de-papaizisse que tenho até vergonha de falar...
Será que se eu contar até 100 a raiva passa?
::Será que virou doença?::

Mudei o profile do meu orkut todo.
E tô pensando em fazer isso todo mês.
tsc tsc...

terça-feira, 22 de junho de 2004

::Não me condenem::

Não sei se é TPM, mas esse final de Celebridade tá tão emocionante...
:'-)

segunda-feira, 21 de junho de 2004

::O "peso" da independência feminina::

Tudo bem que as mulheres modernas quase chegam a possuir superpoderes, mas realmente homens são insubstituíveis (ou "quase") em alguns quesitos específicos que envolvem, necessariamente, serviço braçal e uma certa praticidade que só eles são capazes de ter.

Mas o que seria uma "mulher moderna": a principio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante... é aquela que as vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços... é aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda...enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer... (por Arnaldo Jabor em Como não ser um homem traído nos dias de hoje)

E então que nós, eu e senhorita Clarisse, num súbito ataque de modernice feminina (modernismo feminino? modernidade feminista?) resolvemos fazer uma "pequena" mudança sozinhas. Afinal, somos mulheres "independentes", temos carro e muita disposição. "E nem temos que levar tantas coisas assim", só as roupas (que ocupam um armário de quatro portas, mas tudo bem), os livros, a persiana, o som, e... eis o cerne da questão: o colchão de casal que a senhorita resolveu comprar há pouco tempo pagando em doses homeopáticas com o seu salarinho de estagiotária.(sou chique, bem!)
Pois bem, a senhorita chiquérrima, moderna, independente fez quase toda a mudança sozinha, indo e voltando com malas, caixas e cabides que pareciam não acabar nunca.
Só requisitou minha humilde ajuda quando chegou a vez do colchão.
Inicia-se a aventura: ajuda masculina somente para descer com o big problem até a garagem e amarrá-lo em cima do carro (a "tal" paraticidade...).
Tudo pronto, entram as duas "modernas" no carro, uma segurando de um lado, a outra do outro, quando não precisava das duas mãos para dirigir.
Aquela cena bonita: o uninho atravessando a Savassi em pleno fim de tarde de sábado, munido de um big problem nas costas.
Até que foi divertido. Só até chegarmos no prédio e constatarmos, tardiamente, que o big não caberia no elevador.
Depois do impacto inicial, tentamos achar uma outra solução que substituísse ter que subir seis andares pela escada carregando um biiiiig problem nas costas. Em vão.
"Vamos lá, a gente consegue"
"Não tem luz na escada?"
"Ah, que isso... pra que luz numa hora dessas?"
Foram uns 5 (10, 30?) minutos que pareciam não acabar nunca.
Só umas cervejinhas depois pra compensar.
E, é claro, uma boa dormida em cima do big, né amiga?
Só faltou o bofinho bem no final. ;)

quarta-feira, 16 de junho de 2004

::Impressionante::

Quando resolvo tirar uma noite da semana pra curtir casa, ficar só no pijamão-come-dorme-café-novela, todo mundo resolve me ligar chamando pra sair.
E o pior é que na hora combino, marco até hora e local e depois tenho que sair ligando pra todo mundo pra desmarcar.
Tenho que aproveitar esses momentos de sanidade, já que são tão raros...

Só dei uma adiadinha para amanhã, nem vai doer. =]

terça-feira, 15 de junho de 2004

::Pq eu sou assim?::

É só tomar um vinhozinho que fica numa coraaagem...
E é só acordar no dia seguinte pra se dar conta da bobagem que fez.
(tsc tsc)
Vou passar o resto da vida me arrependendo de minhas corajosas atitudes sob efeito do álcool.

segunda-feira, 14 de junho de 2004

::Aviso aos navegantes::

Esse template uóóó é só por tempo limitado.
=]

domingo, 13 de junho de 2004

::Fooooooufo::
::Tempos modernos?::

Todo esse papo de pós-modernidade, direitos iguais e me vejo fazendo parte de uma patética cena de domingo: a mãe quase surtando na cozinha ("Não vou mais fazer almoço domingo! NÃO VOU!"), as filhas tentando ajudar para acalmar os ânimos e os três homens da casa sentados em frente a TV assistindo futebol e bebendo cerveja só esperando pelo almoço na mesa.

Que beleza.
::Fato::

Desencontro
Chico Buarque


A sua lembrança me dói tanto
Eu canto pra ver
Se espanto esse mal
Mas só sei dizer
Um verso banal
Fala em você
Canta você
É sempre igual

Sobrou desse nosso desencontro
Um conto de amor
Sem porto final
Retrato sem cor
Jogado aos meus pés
E saudades fúteis
Saudades frágeis
Meros papéis

Não sei se você ainda é a mesma
Ou se cortou os cabelos
Rasgou o que é meu
Se ainda tem saudades
E sofre como eu
Ou tudo já passou
Já tem um novo amor
Já me esqueceu
::Desejo::

Samba e Amor
Chico Buarque

Eu faço samba e amor até mais tarde
e tenho muito sono de manhã
escuto a correria da cidade
que arde
e apressa o dia de amanhã

De madrugada a gente ainda se ama
e a fábrica começa a buzinar

O trânsito contorna a nossa cama
reclama, do nosso eterno espreguiçar

No colo da bem-vinda companheira
no corpo do bendito violão

Eu faço samba e amor até mais tarde
e tenho muito mais o que fazer

Eu faço samba e amor até mais tarde
e tenho muito sono de manhã

Escuto a correria da cidade
que alarde
será que é tão difícil amanhecer?
Não sei se preguiçoso ou se covarde
debaixo do meu cobertor de lã
eu faço samba e amor até mais tarde
e tenho muito sono de manhã
::"Mais uma fantástica noite de sábado sozinha em casa"(mais uma)::

Sei que hj já é dia 13, mas é madrugada de sábado e estou aqui pensando merda à 1h55 da manhã.
Eu queria ter a capacidade de controlar meus sonhos.
Sonhar com ex-namorado em pleno 12 de junho é sacanagem...
E o sonho foi tão lindo.
Agora fudeu.
Fudeu mesmo.
=~~~

sábado, 12 de junho de 2004

::Avacalhando::

Pau no cu das comunidades cults do orkut.
Pau "no cool".
::Sonho::

Interfone toca.

-Letícia, estão te chamando lá fora!

"É ele! Como ele está lindo..."

Coração dispara.

-Descobri que é você que eu amo e vim te buscar...

"Que sorriso lindo..."

*abraço forte*

sexta-feira, 11 de junho de 2004

::Mantenha distância::

Sempre questionei a razão da tietagem.
Mesmo nos meus longos anos de adolescência, em que essa prática era mais comum, não conseguia entender aquelas garotas histéricas, esgoelantes, descabeladas seguindo cada passo de seus ídolos.
Lembro muito bem das meninas tietes dos jogadores da seleção brasileira de vôlei masculino seguindo seus ídolos munidas de suas 5 pastas onde guardavam carinhosamente tudo o que encontravam relacionado a eles. E tudo que elas queriam era gritar, chorar e berrar para talvez ganhar um aceno ou, com sorte, um autógrafo na matéria da revista Capricho.
Hoje consigo entender melhor a minha antipatia pela tietagem.
Não faz o menor sentido querer se "igualar" ao seu ídolo. Os meus, têm lugar garantido e eterno no alto do trono da idolatria.
Não penso neles como pessoas comuns. Não quero saber o que comem, como escovam os dentes, a que horas vão se deitar.
Admiro uma determinada característica e é ela que me interessa. Só.
Quase amor platônico. Se deixar de ser platônico perde a graça.
Ou não...

quinta-feira, 10 de junho de 2004

::Momento bregaria depois de 12h de sono (pq eu mereço)::

Atenção: algumas dicas para a bregaria ficar perfeita
1. Favor "realizar" a baladinha de violão e a voz da Mariza Monte, se não não vale. =P
2. Muita atenção para expressões do tipo "boto fé", "Se você quissesse ia ser tão legal", "eu seria mais feliz que qualquer mortal"...


Não é fácil

Não é fácil, não pensar em você
Não é fácil, é estranho
Não te contar meus planos, não te encontrar
Todo o dia de manhã enquanto eu tomo o meu café amargo
é, ainda boto fé de um dia te ter ao meu lado
Na verdade, eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil


Onde você anda, onde está você?
Toda a vez que eu saio me preparo para talvez te ver
Na verdade eu preciso esquecer
Não é fácil, não é fácil

Todo o dia de manhã enquanto eu tomo o meu café amargo
é, ainda boto fé de um dia te ter ao meu lado
o que eu faço? O que eu posso fazer?
Não é fácil, não é fácil

Se você quissesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz que qualquer mortal
Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil, é estranho


terça-feira, 8 de junho de 2004

::Perda de classe gradativa ou como o álcool pode degradar seu modelão::

Tudo bem que saí mal intencionada no sábado.
Depois de uma semana quebradeira, tudo o que queria era "me jogar".
Peruíce-pink-glamourosa em ação: fazer as unhas, cortar o cabelo, pintar, depilar, maquiar...
Modelão pronto, começar a sessão chapação.
Vinhozinho com o papai antes de sair, passa no supermercado, carrega o veículo de bebidas e vai pra casa do companheiro de esbórnias.
Tudo milimetricamente calculado: o amigo mora na Savassi, não por acaso, ao lado da Obra, local escolhido para a esbórnia da noite. "Ótimo, nem preciso voltar dirigindo..."
Cervejinha vai, cervejinha vem, tudo na mais pura classe (ainda).
Fim da primeira sessão. Hora de sair de casa.
Porta da Obra lotada à meia-noite? Pura decepção.
O jeito é beber no posto até a fila diminuir.
Cerveja vai, cerveja vem... (a classe começando a ir embora)
Fim do show, podemos entrar.
Pessoas amigas, pessoas estranhas, pessoas bêbadas, pessoas loucas, pessoas chatas, pessoas bonitas, pessoas feias... tinha pra todos os gostos.
Cerveja vai, cerveja vem... (perda de classe total)
Que eu me lembre, a última vez que o Tião anotou uma cerveja na minha cartela pude contabilizar duas. "DUAS??? Como posso estar tão bêbada?" (o último pensamento que lembro)
O resto da falta de classe só tive notícia no dia seguinte, quando pessoas que eu nem lembrava que tinha visto na noite chegaram pra mim perguntando: "E aí? melhorou?"
Juro que quis ser um avestruz.
E o avestruz com a cabeça enterrada no buraco ainda consegue ser muito mais classudo que eu.
bagunça
Esse blog tá abandonado ou é impressão minha?

terça-feira, 1 de junho de 2004

::Girls and boys?::

Girls who want boys
who like boys to be girls
who do boys like they're girls
who do girls, like they're boys
Always should be someone you really love

segunda-feira, 31 de maio de 2004

Fiz bagunça por aqui.
E tô com preguiça de arrumar. =P

domingo, 30 de maio de 2004

Nova fase.
Tô com medo.
Mas tô querendo.

quinta-feira, 27 de maio de 2004

::Quero ser um cliente UNICLASS::

Fico tentando imaginar como deve ser a vida dos clientes UNICLASS que sempre aparecem no telão do cinema antes dos filmes.
Uma "intelectual" que namora um dos caras mais bonitões da televisão brasileira, a outra que "vive no mundo da fantasia desde pequena", a outra que já é phd em propagandas do Unibanco...
Todas lá na casa dos 50, lindas, ricas, poderosas e felizes da vida porque têm alguém de confiança que admnistram o dinheiro pra elas enquanto ficam por conta de seus ofícios.
Fico pensando se é possível ser um cliente UNICLASS.
Será que existem muitos deles por aí?
E os gerentes UNICLASS que fazem tudo por vc? Será que existem?
Se existirem, eu quero MEU GERENTE UNICLASS um dia.
Daqui uns 20 anos, quando eu estiver rica, linda e poderosa vou aparecer lá no telão babando no MEU GERENTE UNICLASS.
ah, mas vou. =P

terça-feira, 18 de maio de 2004

Tem dia que nem eu me aguento.

sexta-feira, 14 de maio de 2004

::Orkut? Ahn?::

Há dias recebi o tal convite por e-mail.
A "nova mania virtual" já havia contaminado todos os meus amigos interneteiros.
Entrei, tentei preencher as "coisinhas": general, preferences, contacts, bla-bla-bla...
Aí veio a preguiça.
Nunca gostei muito de preencher coisinhas. Nem fichas de inscrição, nem top lists, muito menos aqueles questionários imeeeensos que circulam na internet.
Mais uns dias, outro convite.
Vamo lá, agora eu consigo. Preenche-preenche-preenche-preguiça-pregui...
Ai, ainda não foi desta vez.
Outro dia, outro convite.
Vai lá, Letícia. Você consegue.
E consegui.
Mas agora não consigo desgrudar dessa porcaria.
E era isso que eu temia.

quarta-feira, 12 de maio de 2004

::Esqueci::

E como pude me esquecer?
Encontrei um site da Cathy. E tem tiras!
Mas hoje ela está mais velha, quase casada.
Eu quero a Cathy de antigamente... :'-(

Mas aí vai:


Ela vale a pena. =}
E para quem se interessar em conhecer mais, o site é esse aqui.
::Procura-se Cathy desesperadamente::

Não me lembro ao certo que idade tinha quando comprei meu primeiro livro. Nem onde comprei. Provavelmente entre 12 e 15 anos, quando descobri que podia ganhar dinheiro vendendo "pulseirinhas artesanais", toscamente confeccionadas por mim, para as coleguinhas do colégio, da rua, do inglês, do ballet. Quando não inventava, entre outras maravilhas, de fazer pirulitos de chocolate para oferecer por míseros trocados para a garotada catarrenta que incomodava os vizinhos correndo e jogando bola na garagem do prédio.
Mas me lembro exatamente qual era o livro. Não era um livro convencional, era um livro de tiras. Me chamou atenção pela capa. Talvez pelo formato nada comum, afinal, eu nunca tinha visto um "livro de tiras". O que eu conhecia até então ou era livro "de textos" ou revistas em quadrinhos. Ou as tiras de jornal. Mas eis que surge em minha frente um livro de tiras. Como se não bastasse, ele ainda era quadrado. Tinhas todos os lados iguais. Nunca tinha visto um livro quadrado. E tinha uma ilustração ótima na capa. Com um bom traço e cores fortes contrastando com o verde pálido do fundo. Era uma menina de cabelos longos e expressão confusa. Ela se chamava Cathy.
Bati o olho naquilo e logo li o título enorme: "Cathy - Mais uma fantástica noite de sábado sozinha em casa."
Era ela. Aquela personagem foi a responsável por meu ingresso no universo feminino através das letras. Cathy era uma mulher solteira e independente cheia de conflitos da vida moderna. Eu era uma adolescente que sonhava em ser escritora e ter meu apartamento por volta dos 20 anos (!). Sonhava em ser independente. Em morar sozinha. E já me identificava com a Cathy.
Cathy virou minha melhor amiga por um bom tempo. Até eu descobrir outros livros, outros autores, novos temas.
Fui me aproximando dos 20 e os sonhos ficando mais longe...
Até que numa busca por novos sonhos (sonhos mais realistas?) me lembrei da Cathy.
E me pego numa "fantástica noite de sábado sozinha em casa" procurando por ela. E não encontro. Até hoje não encontrei. Procurei em todos os lugares possíveis e impossíveis da casa, depois em lojas, em sebos, internet. Não acho.
Provavelmente dona Luci (grrr) deu para alguma criança pensando se tratar de livro infantil, mas isso é assunto que merece um post exclusivo da série "peripécias de dona Luci".
Acho que Cathy levou todos os meus sonhos de adolescente com ela.
Preciso encontrar Cathy. Preciso muito.

segunda-feira, 10 de maio de 2004

O medo da segunda-feira piora gradativamente quando se está desempregado.
7 semanas. como será a 8ª segunda-feira? e a 9ª?
Ai.
blog-blog-blog-fotolog-fotolog-fotolog-google-google-google
Alguém me faça parar de "psicar" nessa merda de pc pelamordedeeeeus!
::Para a mamãe::

Vc lembra qdo cortava esse meu cabelinho todo torto, mamãe?
Há mais ou menos 23 anos...



Acho que tô ficando velha.
Meeeeeda.
Ui.
::Restos::

Lembro de como meu coração disparava quando via que ele estava por perto. Lembro da aflição ao perceber que ele me chamava de longe. Lembro de cada detalhe do seu corpo, das risadas, das descobertas. Lembro também quando a taquicardia foi diminuindo, as mãos já não suavam. Mas acreditei que daquele tempo todo trocando sensações e descobertas tinha restado pelo menos a amizade. Uma lembrança boa, que seja.

Me enganei. Hoje sinto que nos perdemos. Nem mesmo a admiração mútua nos resta.
Somos estranhos novamente.
Estranhos que nem sequer se olham.

(e a música ainda me lembra você)

Interpoll - Stella

domingo, 9 de maio de 2004

::Tentativa de injeção de ânimo::



Vamos começar colocando um ponto final, amiga?
Acho que é uma boa.
Te amo.


"Mais uma fantástica noite de sábado sozinha em casa"

quinta-feira, 6 de maio de 2004



Memorial da Améria Latina - São Paulo, 2 de maio de 2004
Foto: Zumberto

quarta-feira, 5 de maio de 2004



Mais Picasso na Oca. Foto: Zumberto

terça-feira, 4 de maio de 2004



Exposição "Picasso na Oca" - São Paulo, 1º de maio de 2004
Foto: Zumberto

terça-feira, 27 de abril de 2004

::O fim dos homens-cartaz::

Minhas idas ao centro da cidade são verdadeiras "visitas antropológicas" com direito a "observação participante", para usar os termos da minha queridíssima amiga futura antropóloga, Clá. (me desculpe se usei tudo errado viu, xuxu? só não uso o "devir" pq até hj não entendi oq é essa merda. hehe)

Então, da última vez que fui ao centro, mais especificamente, à região da Praça 7, fiz uma descoberta que me deixou um bocado triste:

Os homens-cartaz acabaram.

Como vamos explicar para nossos filhos, se é que teremos algum, o que eram os homens-cartaz que circulavam pelo centro da cidade? Como o responsável pelo fim do ofício pode acreditar que eles possam ser substituídos por blusecas amarelas com os escritos "vende-se ouro, compra-se ouro, corta-se o cabelo..."?

Agora nenhum designer malucão vai poder comparecer à Bienal de Design vestido de cartaz carregando a frase:
"Sou dezáiner. Faço logotipos e cartões pessoais".
Se ele quiser ser entendido pela nova leva de estudantes, terá que usar uma bluseca amarela horrorosa e mesmo assim corre o risco de não ser bem interpretado.

Que triste.

Os homens-cartaz acabaram.

sexta-feira, 23 de abril de 2004

::Abraço frouxo de tamanduá::

Não sei se é só comigo, mas moooorro de aflição daquelas pessoas que te cumprimentam com abraço "frouxo".
Tudo bem que em sua grande maioria essas pessoas são figuras que não têm intimidade pra me cumprimetar com um abraço, mas se ela já se dispôs a tal, que abrace direito, não?
(abre parênteses)
acabei de descobrir uma nova expressão no dicionário, e isso muda todo o rumo desse post:
abraço de tamanduá.: traição, deslealdade.
(fecha parênteses)
Então, a pessoa vem te cumprimentar, joga o corpo em sua direção, levanta os braços... vc corresponde com o mesmo gesto, e qdo vc acha que os gestos vão culminar num abraço sincero fica aquele "buraco" entre os corpos.
Será que todas as pessoas que me abraçam "frouxamente" são traidoras e desleais?
Prefiro acreditar que elas possam ser tímidas ou preguiçosas.
Bando de tamanduás.
Blergh.
::Breviário moral para iniciação à leitura::
(por Xico Sá, revista Bravo!, abril de 2004, p.114)

Abril, o mais cruel dos meses, como diz o barnabé encarregado das estatísticas sobre cheques sem fundos e outras promessas sem lastros. Mas pelo menos tem a Bienal do Livro em Sãoo Paulo, última oportunidade para iniciar novos leitores e pôr cabestro moral em outros recém-iniciados. Afinal de contas, um país se faz com homens e volumes de capas grossas.
E como são uns gabolas esses jovens leitores. Eles nos humilham - diante de nossas patroas sedentas de erudição - , a folhear o Finnegans Wake, O Aleph, o Rosa e tantos outros rizomas e grogotós. Mal saem das fraldas, esses bravateadores mirins já enxergam o mundo através dos oculozinhos da prepotência. Por isso é que o velho Brás Cubas maldizia a possibilidade de deixar o seu legado em cima desse chão.
Duvide sempre do caráter de um adulto que diz ter lido um clássico nos seus verdíssimos anos. Podemos estar diante de um carrasco, de um mentiroso dos mais épicos... ou de um maníaco refinado propriamente dito. A indumentária da retidão jamais se ajustará ao seu esqueleto, sempre impróprio ao corte & costura dos homens bons e aparentemente comuns.
"Dito isso, acreditamos ter dito tudo", como tingiam em seus papiros os respeitáveis senhores editorialistas de casa impressora secular da província de São Paulo. Cumpre-nos, todavia, completar o tanque no nosso breviário moral com algumas dicas até otimistas sobre o pendor literário precoce, resguardados, claro, todos os possíveis efeitos colaterais:
Escola de machos - A simples iniciação via Hemingway não assegura uma cota de testosterona até a madureza, mas faz tão bem para o crescimento quanto Calcigenol ou óleo de fígado de bacalhau. Vocês, pais e mestres, se orgulharão quando o pirralho sair por aí fisgando trutas, caçando pacas, tatus... mirando em rolas, codornas e juritis.
A importância de ler Wilde - A simples iniciação pelo inventor de Dorian Gray também não garante que o seu filho dê um homem sensível, um metrossexual, para usar a nomenclatura da moda. Mas é um grande começo.
O Fantasma de Canterville, para meninos e meninas, é o indicado à guisa do début.
Lição de anatomia - Moby Dick? Vai fazer muito bem. Seu filho crescerá generoso com as mulheres mais cheinhas, as botterinhas, e não cairá nessa fábula das passarelas ossudas e semi-áridas - coisa muito mais para baleia-cachorra do Vidas Secas do velho Graça.
Piedade de nós - Os miseráveis, de Victor Hugo, jamais. Muito menos os choramingas populistas de Charles Dickens. Seus filhos crescerão com peninha da humanidade, capazes de fundar uma ONG a cada bairro, achando que a caridade seja o remate de todos os males.
Campos & espaços - Mau sinal quando o pimpolho começa a trocar o lego pela poesia concreta, brinquedinhos que se combinam. Não há mamadeira bilaquina que dê jeito.
Vanguardeiros e malditos - São uns boçais estraga-homens. Mantenha-os fora do alcance das crianças. Eles estão para a literatura assim como os pipoqueiros que passam drogas - esses fabulosos sedutores! - estão para as portas dos colégios.
Catecismo e primeira comunhão - Se Deus não existe, tudo é permitido. Quer segurar o capetinha nas rédeas morais possíveis, aí incluídas as algemas forjadas no aço da culpa? Karamazov nele, como quem dá remédio forçado.
O medo diante da loba - Quer estragar sua filha e a vida dos futuros genros? Libere Virginia Woolf e Clarice Lispector logo na pré-adolescência. Aí teremos moças misteriosas, labirínticas, metalinguísticas, uns diabos arredias e estranhas diante do amor. Capazes de tudo. TPMs elípticas, menstruações de incomunicabilidades sem fim, coitados desses pobres e suas caras de maridos.

quarta-feira, 14 de abril de 2004

::É HOJE!::



Aniversário da Helguitcha na Obra!

Olha só o que vem por aí:
old acid
eletro
new rock
synth pop
industrial dance
jungle
rap
soul
rock

Tudo devidamente selecionado por Darctho, Daniel's e Vanessa.
E é só 3 reau!

Se eu fosse você, eu ia. =P

segunda-feira, 12 de abril de 2004

::Empolguei::



Ilustraçãozinha que fiz pra um flyer.
Não ficou bunitinha? =)

terça-feira, 6 de abril de 2004

teste links
::Quebrar os óculos estimula a criatividade::

Desde que quebrei a lente dos meus óculos na última quinta-feira-bêbada, tenho visto o mundo de outra forma.
Ando exercitando meus outros sentidos e, principalmente, a criatividade.
Ser míope nesse mundo cada vez mais visual (leia-se: pós-moderno-"carão") é realmente um problema.

Por um lado é até bom, vc não precisa parar pra cumprimentar todo mundo que conhece, não fica olhando em todos os espelhos por onde passa (mania de mulher), vc pode supor que aquele carinha que está vendo de longe seja gatinho e, como se não bastasse, ainda esteja te dando bola, pode até imaginar que aquele platônico de sempre anda olhando muito pra vc...

Mas aula de análise gráfica cega, realmente não dá.
Até tentei colar minha cara na projeção, mas não adiantou muito...
A professora lá, analisando os elementos visuais do campo compositivo das logomarcas, analisando tipografia, cores (ah, pelo menos cores eu distingo, aindas não sou daltônica), ilustrações... E eu tentando "realizar" [piada interna] as formas...
Tudo bem que as formas que realizei foram completamente diferentes das que ela mostrou, mas pelo menos estou exercitando minha criatividade.
O problema é a dor de cabeça depois de uma sessão "treinamento super intensivo: exercite a sua criatividade"...

Agora entendi tudo do meu sonho surreal.
Ando vendo um mundo surreal.
Literalmente.


segunda-feira, 5 de abril de 2004

::Sonho::

Um uno com cara de fusca que trocou o capô com cara de teto e virou um jipe.
Uma bolsa que não era minha mas que tinha coisas minhas dentro e estava comigo.
Um roubo surreal. (roubaram o uno com cara de fusca que virou jipe)
Um encontro surreal. (com aquele platônico de todas as noites)
Sorrisos.
Sensações boas.

Ainda bem que a gente pode sonhar. =)

sexta-feira, 2 de abril de 2004

::Não to boa::

O Buraco do Espelho
Arnaldo Antunes

O buraco do espelho está fechado
Agora eu tenho que ficar aqui
Com um olho aberto, outro acordado
No lado de lá onde eu caí
Pro lado de cá não tem acesso
Mesmo que me chamem pelo nome
Mesmo que admitam meu regresso
Toda vez que eu vou a porta some
A janela some na parede
A palavra de água se dissolve
Na palavra sede, a boca cede
Antes de falar, e não se ouve
Já tentei dormir a noite inteira
Quatro, cinco, seis da madrugada
Vou ficar ali nessa cadeira
Uma orelha alerta, outra ligada
O buraco do espelho está fechado
Agora eu tenho que ficar agora
Fui pelo abandono abandonado
Aqui dentro do lado de fora

quarta-feira, 31 de março de 2004

::Comentário inútil::

Tudo bem que aquela tal de Sol do BBB era um poooorre, mas será que só eu que não suporto aquela Juliana? Ô mulherzinha chata sô...
E, "vão combiná" [piada interna], baraaanga que dá dó!
Cruiz credo.

terça-feira, 30 de março de 2004

::Tenho pena da minha mãe::

Minha mãe é uma professora aposentada há muitos anos e hoje se dedica exclusivamente à família e às "coisas da casa".
Acontece que de vez em quando ela surta.
Surta mesmo, dá chilique, dá choque, fica gritando descontroladamente o dia inteiro até cair numa crise de choro para depois voltar para "a vida da dona de casa que é uma luta danada".
E por mais que a gente tente acalmar quando percebemos que ela está prestes a ter um chilique desses, nada adianta. Não adianta dar beijinho, chamar ela pra sair, ajudar nas coisas da casa... Não adianta. Ela já está com aquilo tudo acumulado dentro dela prestes a explodir.
Aí tem que deixar explodir mesmo.
A única coisa que dá pra fazer pra amenizar a situação é ficar calada nessa hora.
E manter a calma.

Ai que medo de ficar assim.
::Para alguém::

"Precisar de dominar os outros é precisar dos outros.
O chefe é um dependente."

Fernando Pessoa, Livro do Desassossego. p.235
Ah, cansei.
Vou arrumando essa budega aos poucos.
vazio.






sabe como? =/

segunda-feira, 29 de março de 2004

Ando querendo desaparecer.
Então, trilha sonora:

How to Disappear Completely
Radiohead

That there
That's not me
I go
Where I please
I walk through walls
I float down the Liffey
I'm not here
This isn't happening
I'm not here
I'm not here

In a little while
I'll be gone
The moment's already passed
Yeah it's gone
And I'm not here
This isn't happening
I'm not here
I'm not here

Strobe lights and blown speakers
Fireworks and hurricanes
I'm not here
This isn't happening
I'm not here
I'm not here

segunda-feira, 22 de março de 2004

::Trilha sonora::

Socorro
Arnaldo Antunes

Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo,
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir

Socorro, alguma alma, mesmo que penada,
Me empreste suas penas.
Já não sinto amor nem dor,
Já não sinto nada

Socorro, alguém me dê um coração,
Que esse já não bate nem apanha
Por favor, uma emoção pequena,
Qualquer coisa.

Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva.

Socorro, alguma rua que me dê sentido,
Em qualquer cruzamento,
Acostamento,
Encruzilhada,
Socorro, eu já não sinto nada

sábado, 20 de março de 2004

::Mais vinho, por favor::

E de repente a gente se dá conta que tem mesmo que virar "gente grande".
E que não adianta chorar pq bateu o carro pq ele agora está batido mesmo e vc vai ter que andar de ônibus por pelo menos um mês.
E tb não adianta chorar pq foi "dispensada" daquele trabalho que parecia tão seguro a ponto de vc mudar toda a sua vida em função dele pq agora vc está desempregada mesmo e vai ter que mudar os planos.
E que não adianta trancar a faculdade pq depois vc vai ter que destrancar e encarar até o fim.
E que não adianta reclamar da escrotice das pessoas pq elas vão continuar sendo escrotas e vc vai continuar quebrando a cara com elas.
E tb não adianta reclamar e se fazer de vítima pq a vida é isso mesmo e vc agora está sozinha nessa tarde de sábado chuvosa cheia de coisas da faculdade pra fazer e decisões a serem tomadas.

Então dá-me mais vinho, pq a vida é nada mesmo.

quinta-feira, 18 de março de 2004

Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta cousa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.

Fernando Pessoa
::Quero ser um avestruz::

Tá decidido.
Na próxima encarnação quero nascer avestruz.
Quero ter a facilidade de curvar meu longo pescoço para enfiar minha cabeça num buraco qdo as coisas não estão bem.
Mesmo pq sou capaz de apostar que no mundo dos avestruzes não existem tantos escrotos e sem caráter.

É isso. Avestruzes são legais.

quarta-feira, 17 de março de 2004

::Merda::

Qdo vc pensa que não tem como as coisas piorarem, alguém joga a merda toda no ventilador.

terça-feira, 16 de março de 2004

::Desabafo para o EX-chefe-de-cu-é-rola::

Oi Tarcísio.
A Renata acabou de me dar a notícia q me deixou muito surpresa.
Acho que vc deveria ter me dado alguma pista de que as coisas não estavam indo bem. Sempre te falei tudo no relatório, pensei que estava fazendo tudo certo, deixando os adiantamentos prontos, me empenhando em fazer os infográficos sozinha.
Fiz planos, adaptei minha vida em função da graffo, transferi meu curso pra manhã contra a minha vontade e vc nunca me puxou num canto pra falar que eu não estava cumprindo suas expectaivas.
Estou saindo muito chateada com a sua postura.
Apesar de saber que vc era assim mesmo, que não tem coragem de falar as coisas na cara das pessoas, a forma como vc me chamou pra voltar (fazendo questão do meu trabalho, espero que se lembre disso), me fez acreditar que vc nunca faria isso comigo. Pensei que vc ia me manter informada e estava disposta a aprender e me desenvolver aqui na graffo.
Vc tinha falado inicialmente que o esquema seria esse de deixar os adiantamentos todos prontos pra eu ir acostumando a fazer as artes sozinha. Pensei que estava cumprindo com o combinado inicial, mas pelo jeito vc esperava outra coisa, né?
Vai ser muito difícil encontrar outra "Camilinha" pra entrar no meu lugar. Se é isso que vc espera, pode preparar o seu pacote-treinamento-intensivo pra próxima pessoa que entrar aqui.
E boa sorte.

segunda-feira, 15 de março de 2004

::Adote esta campanha::

sábado, 13 de março de 2004

O Velho E O Moço
Los Hermanos
Composição: Rodrigo Amarante

Deixo tudo assim
não me importo em ver
a idade em mim
ouço o que convém
eu gosto é do gasto

sei do incômodo
e ela tem razão
quando vem dizer
que eu preciso sim
de todo o cuidado

e se eu fosse o primeiro
a voltar pra mudar
o que eu fiz
quem então agora eu seria

tanto faz
e o que não foi não é
eu sei que ainda vou voltar
mas eu quem será?

deixo tudo assim
não me acanho em ver
vaidade em mim
eu digo o que condiz
eu gosto é do estrago

sei do escândalo
e eles tem razão
quando vem dizer
que eu não sei medir
nem tempo e nem medo

e se eu for o primeiro
a prever e poder
desistir do que for dar errado

olha se não sou eu
quem mais vai decidir
o que é bom pra mim
dispenso a previsão

se o que eu sou
é também o que eu escolhi ser
aceito a condição

vou levando assim
que o acaso é amigo
do meu coração
quando falo comigo
quando eu sei ouvir

quinta-feira, 11 de março de 2004

::Post rápido::

Nunca quis taaaaanto voltar a ser criança como agora.
Ou melhor: ficar velhinho logo.
Pegar ônibus sem pagar, entrar no cinema de graça, não ter hora pra acordar, pra dormir... e isso tudo com aquela sensação de "dever cumprido".

Ai, como eu queria...

domingo, 7 de março de 2004

PAUSA PRA RESPIRAR

Não me desejem sorte.
Me desejem paz.
Muita paz. É disso que preciso.

sábado, 6 de março de 2004

::"Bubiça"::

Primeira vez que prestei atenção na letra dessa música.
E num é que chorei igual minino bobo no final?
Ô bubiça, meu deus...

Veja Bem, Meu Bem
Los Hermanos
Composição: Marcelo Camelo

Veja bem, meu bem
Sinto te informar que arranjei alguém
pra me confortar.
Este alguém está quando você sai
E eu só posso crer, pois sem ter você
nestes braços tais.

Veja bem, amor.
Onde está você?
Somos no papel, mas não no viver.
Viajar sem mim, me deixar assim.
Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins.

Enquanto isso, navegando vou sem paz.
Sem ter um porto, quase morto, sem um cais.

E eu nunca vou te esquecer amor,
Mas a solidão deixa o coração neste leva e traz.

Veja bem além destes fatos vis.
Saiba, traições são bem mais sutis.
Se eu te troquei não foi por maldade.
Amor, veja bem, arranjei alguém
chamado saudade.

quinta-feira, 4 de março de 2004

::Comece bem o dia::

A partir desse semestre estou estudando de manhã, pois o chefe pediu pra eu ficar de 14h às 20h. (lerê-lerê)
Até aí tudo bem, tirando que tem 4 anos que estudo a noite, isso quer dizer que não acordo cedo há 4 anos e estou sofrendo todos os dias com o despertador.
Então acordo hj de péssimo humor e vou pra aula correndo atrasada mais uma vez.
Qdo estou entrando no estacionamento da faculdade, um ônibus bate na minha traseira. UM ÔNIBUS!
Vcs sabem o barulho que faz a batida de um ônibus?
Pois é, desço do carro já pensando em chamar a polícia, fazer ocorrência, perder o dia inteiro nessa porcaria, mas qdo olho para o carro ele tinha apenas uma grande mancha azul no pára-choque.
Agora meu pára-choque é azul.
Lindo pára-choque azul.

quarta-feira, 3 de março de 2004

:::Mais uma façanha de Dona Luci, A Mãe:::

Só quem a conhece de verdade vai saber do que estou falando.

Depois de resolver voltar às aulas realmente (afinal já se passaram as festas de fim de ano e até a quarta-feira de cinzas), vou em busca do meu material de pesquisa para começar a fazer os trabalhos marcados, que não são poucos.
Me dirijo até a pasta onde guardo todos os meus pop-cards, flyers, catálogos, cartões, bla bla bla e me deparo com o nome da minha irmã escrito do lado de fora.
Suspeitíssimo. Até aqui, claro que a principal suspeita seria a dona do nome, se não fosse por uma arrumação "daquelas" que Dona Luci, A Mãe, havia feito há mais ou menos um mês juntamente com sua discípula Dona Efigênia, A Faxineira.
O primeiro indício da façanha era que a pasta não se encontrava em seu devido lugar. Estava guardada (leia-se escondida) no maleiro do armário da irmã e continha outras pastas (vazias) da própria.

- MÃÃÃÃÃÃEEEE!!!! Vc mexeu nas coisas que eu guardava aqui?
- Ah, eu acho que guardei tudo na sua caixa embaixo da cama.
- ACHA????

.............. [pausa para passar a raiva] .................

Será que alguém pode me explicar a síndrome de espaços vazios que ela tem?
Será que é uma síndrome comum das donas de casa?
Será que um dia eu vou acostumar com isso?
Será que é melhor acabar esse post agora ou começar um discurso de invasão de privacidade, falta de respeito, bla bla bla???

É. Acabei.

sábado, 28 de fevereiro de 2004

::Simples prazeres::

Tem coisas que só um bom café no fim da tarde faz por vc.
=)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2004

::Ai::

Sozinho com todo mundo

a carne cobre o osso
e eles colocam uma mente
ali dentro e
algumas vezes uma alma,
e as mulheres quebram
vasos contra a parede
e os homens bebem
demais
e ninguem acha o
escolhido
mas continuam
procurando
rastejando pra dentro e pra fora
das camas.
carne cobre
o osso e
carne procura
por mais que
carne.
não há chance
alguma:
nós estamos todos presos
por um destino
singular.
ninguem nunca encontra
o escolhido.
os esgotos da cidade enchem
os ferros-velhos enchem
os hospícios enchem
os hospitais enchem
os cemitérios enchem
nada mais
enche.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2004

::Eu agarantcho!!!::



[Quinta, 26]
>>>Los niños y las niñas!!!
DJ Daniel's
(Acid House das antigas, Eletro retrô, New Rock, Synth Pop, Industrial Dance )
DJ DT
( 20% Jungle, 20 %Eletro, 20% Rock, 20% Rap , 20% Soul)
[Horário: 22:00h - entrada: R$5,00]

::E a repressão continua::



Realmente me sinto em 1964.
E isso não é uma piada.

sábado, 21 de fevereiro de 2004

Dois perdidos numa noite suja.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2004

::Roubei::

Último Romance
(Los Hermanos)

Eu encontrei quando não quis
mais procurar o meu amor.
E quanto levou foi p'reu merecer,
antes um mês e eu já não sei...
E até quem me ver lendo jornal na fila do pão
sabe que eu te encontrei.
Ninguém dirá que é tarde demais,
que é tão diferente assim.
Do nosso amor a gente é quem sabe!
Ah vai me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar.
E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola!

Eu encontrei e quis duvidar.
Tanto clichê deve não ser.
Você me falou pr'eu não me preocupar,
ter fé e ver coragem no amor.
E só de te ver eu penso em trocar
a minha TV num jeito de te levar...
A qualquer lugar que você queira
e ir onde o vento for, que pra nós dois
sair de casa já é se aventurar.
Ah vai, me diz o que é o sossego
que eu te mostro alguém afim de te acompanhar.
E se o tempo for te levar,
eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2004

::Pq eu tb queria escrever como ele::

(...) Mas duas pessoas não se equilibram muito tempo lado a a lado, cada qual com seu silêncio; um dos silêncios acaba sugando o outro, e foi quando me voltei para ela, que de mim não se apercebia. Segui observando seu silêncio, decerto mais profundo que o meu, e de algum modo mais silencioso. E assim permanecemos outra meia hora, ela dentro de si e eu imerso no silêncio dela, tentando ler seus pensamentos depressa, antes que virassem palavras húngaras. (...)

(Chico Buarque - Budapeste)


Então, Budapeste é desses livros que qdo acaba vc não acredita. Pensa que não vai conseguir sobreviver sem ele, sem entrar naquela "Budapeste de Zsoze Kósta".

Acho que fiquei um tanto mais feliz hoje.

domingo, 8 de fevereiro de 2004

::Domingo::

Domingo-ressaca-café-come-dorme.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2004

::Vc viu quem morreu?::

Então chego hoje na Graffo e me chega o "Sr. Leguminho", vulgo Xuxu, com uma cara de espanto:
-Vc viu quem morreu? Hilda Hilst!

Depois de quase ter um colapso nervoso devido não tanto à informação, mas ao tom em que ela foi dirigida a mim, exclamo um belo "Não acredito!" e sento em frente ao computador para "digerir" a notícia.

E assim foi o dia inteiro, para todo mundo que entrava, o Xuxu dava a notícia com esse seu "jeitinho meigo de ser".
Só depois do terceiro susto que consegui constatar o motivo da entonação do nosso querido jornalista: ele nem sabia quem era Hilda Hilst até ouvir a notícia.
Nem ele, nem o chefe, nem a outra jornalista. Precisou a Mi chegar para resolver a questão "quem-era-Hilda-Hilst".

Como assim?
Pessoas, leiam Hilda Hilst.





"Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem

Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento."


"Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.

Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)
Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel

Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra."

terça-feira, 3 de fevereiro de 2004

::Ahn?::

Era como se de repente ela voltasse a ter 12 anos.
Mesmo com a cerveja na mão, o cigarro na boca.
Aquela pose de mulher escondendo uma alma de criança.
Disfarçando o friozinho na barriga que ele provocava nela.
Escondendo o olhar por baixo da franja caída sobre a testa.
Fingindo nem perceber que cada palavra que ele soltava com seu jeito de menino para o amigo, era, na verdade, para ela.
Como se nem quisesse puxar ele pelo braço e sair correndo dali.
Como num filme clichê, correr na chuva de mãos dadas.
Se perder e se encontrar naquele olhar homem-menino.
::Proibido seguir::

Eis que de repente os sinais de contramão se multiplicam.
Estão por toda parte. Brilhando. Acenando. Gritanto "ei, estou aqui!".
Será um sinal dos deuses?
Ou será que sou eu que só consigo enxergar aquela faixa vermelha cortando o sentido das coisas?

domingo, 1 de fevereiro de 2004

::O que vc acha de assinar a Globo.com e ter acesso 24 horas a tudo que rola na casa do BBB Brasil 4?::

É. Me rendi.

Agora sou assinante da "Globo.com".
Para quem se recusava a escrever Globo com G maiúsculo, isso me parece um tanto contraditório, não?

Pois é. Pois é.

Mas como eu iria sobreviver sem o Canal Brasil? E meus pais-aposentados sem Tele Cine? E meu pai-maratonista sem Esportv?

Então assinei o Vírtua, a internet banda larga da NET, e, pra completar, já assinei logo a Globo.com. Pacote completo.
O problema é que ainda tive a cara-de-pau de falar para o técnico que veio instalar a internet que eu me recusava a assinar a Globo.com. Ele me fez uma cara de espanto: "ué... pq???"
Aí eu pensei: é, pra quem já assina Net, agora o Vírtua, se recusar a assinar a Globo, não faz a menor diferença, né?
Tudo farinha do mesmo saco.

Então. Agora assino a Globo.com. E posso usar o Kit.net.
E tenho acesso 24 horas à casa do BBB Brasil 4.
Grandes merdas.
GRANDE.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2004

::Constatação::

Esse blog já foi mais interessante.
Esse blog teve fases ótimas.
Esse blog era atualizado com mais freqüência.
Esse blog precisa urgentemente de uma injeção de ânimo.

Urgentemente.

domingo, 25 de janeiro de 2004

::Porque hoje eu tô rebelde::

SENHAS
(Adriana Calcanhotto)

Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos

Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas

O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gostpo de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até os estetas
Eu não julgo competência
Eu não ligo pra etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
E compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades

O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Não, não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2004

::Post muito muito estranho::

É engraçado esse mecanismo de funcionamento das relações-interpessoais-noturnas.
Qto mais atraente vc é, mais amigos vc consegue.
Dúvida nº1: o que torna uma pessoa atraente?
Talvez a maneira de jogar o cabelo, talvez a capacidade de falar bem com várias pessoas ao mesmo tempo, talvez a capacidade de ser simpática para todo mundo, talvez o comprimento da saia ou o tamanho do decote.
Dúvida nº2: para quê "conseguir" amigos na noite?
Talvez para se sentir mais querida, talvez para "ganhar" uma rapidinha de um amigo colorido, talvez para fingir que vc está bem e feliz e saltitante.

Dúvida nº3: Pra quê ter um blog?

Deveria ser proibido escrever qdo estamos assim. Sem saber oq escrever.
E amanhã vou deletar esse post. Sei que vou.
::Agora::

Nesse exato momento eu não sou mais desse mundo.
Talvez eu seja de "Dogville".
Talvez.

Será que "Dogville"é desse mundo?

quinta-feira, 22 de janeiro de 2004

::Obrigada, Let::

DOGVILLE de Lars Von Trier- 04/11/03

Uma sensação plena de satisfação, de que uma história foi explorada ao seu máximo. Definitivamente, menos é mais.
Bernado Krivochen (Rio)


Leia a crítica na íntegra aqui.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2004

:::Propagandinha básica:::

Vamos dançar um belisquéti na Up sexta?
Olha aí ó

quinta-feira, 15 de janeiro de 2004

Acho que vou mofar.
É. Vou virar BOLOR. (ô palavrinha estranha, essa... hehe)

Alguém pare essa chuva PELAMORDEDEEEUS!!!!

terça-feira, 13 de janeiro de 2004

::Da cor do passado::

Saiu para sua caminhada diária. Tinha adquirido esse hábito há alguns meses, desde que perdera o emprego, como uma forma de ocupar o corpo e a mente. Durante a caminhada a passos largos e decididos, muitos pensamentos vinham à cabeça. Muitas idéias. Muitas lembranças. Inspirações.
Mas naquela tarde, sentiu uma inquietação ao sair de casa. Não saberia explicar, mas intuitivamente, ela sabia que seria diferente.

A chuva caía fininha. Ela andava, trajando suas roupas escuras, como de costume.
Sem perceber que os pingos tornavam-se mais espessos a cada minuto.
E ela gostava.

Sorria por dentro.
Tirou os óculos para sentir melhor cada gota que lhe escorria sobre o rosto.
Era como se a chuva pudesse lavar-lhe a alma. Como uma catarse. Uma purificação.

Na rua, olhos curiosos fitavam-na durante todo o percurso. Nos carros, nas lojas, nas calçadas. Os olhos a condenavam. Ela sabia. Sabia o que pensavam aquelas pessoas. Mas os olhares não a intimidavam. Pelo contrário, sentia-se bem ao parecer-lhes louca.
Ria por dentro.

A chuva fria aumentava. A roupa molhada colava no corpo. O cabelo perdia o volume seco, transformando-se num ralo cabelo molhado.
Somente ela e a chuva ocupavam a pista que costumava estar sempre cheia àquele horário.
Mas essa era uma tarde diferente.
Ela era única.

Na praça, a grama estava mais verde que de costume. Nenhuma criança chutando bola ou andando de patins.
Somente ela. Respiração ofegante de quem já andava há algum tempo. Coração acelerado.
Ritmo constante. Nem percebera que a chuva havia parado. Continuava em seus passos largos e rápidos.
Um vento forte mudava o rumo de seus pensamentos. Agora ela percebia que não sentia mais a chuva. Aos poucos, o vento e o calor do corpo secavam-lhe as roupas.

Uma voz quebrara seu silêncio. Pôde identificar o seu nome. Alguém chamava por ela.
Quem perturbava a sua tarde? Tinha acreditado ser uma anônima andando na chuva. Mas não. Agora não havia mais chuva e uma voz pronunciava seu nome.

-Letícia!

Ela olhava em direção ao som, mas não conseguia identificar o dono da voz. Lembrou-se de que tirara os óculos.

-Quem é? Estou sem óculos, não enxergo...

E ia caminhando em direção a ele. E ele, vinha em direção a ela.
Quando estavam a uma distância segura de sua miopia, não acreditava no que via.
Era ele. Depois de tanto tempo. Tantas cartas não respondidas, tantos "acasos" ignorados.
Era ele. Ele invadira aquela tarde que parecia ser só dela.
Ela já não sorria por dentro.

Conversaram quase como dois desconhecidos. Ele, nas suas roupas claras, ela, nas suas roupas escuras. Como estavam diferentes... Ele, contando de sua "nova vida", longe da noite e das pessoas que lhe faziam mal. Ela, apesar da serenidade conquistada nos últimos meses, continuava não conseguindo se mostrar para ele. Ouvia-o atentamente. Falava pouco. Não sabia como apagar esse escuro que havia ficado dentro dela. Desde aquele tempo...

Deram algumas voltas juntos, mal se olhavam, as mãos não paravam. Ela estava inquieta. Ele parecia em paz.

Resolveu ir embora quando percebeu que aquele encontro não os levaria a lugar algum. O passado não se apaga. Nem se revive.

Despediu-se. Queria um abraço, mas ele mantinha-se rígido à sua frente. Então encostou de leve seu rosto no dele e foi andando sem olhar para trás.

E a chuva engrossava novamente.
Dessa vez, não lhe lavava a alma. Passava despercebida por ela.
(Ou ela que passava despercebida pela chuva?)
Envolvida naquelas lembranças e com a sensação de que talvez nunca mais o veria.

E ela não ria. Não sorria. Ela chorava por dentro.
E lá, parecia mais escuro agora.

::Mais Reveillon::


A casa


Elas


Eles


Eles e elas

sexta-feira, 9 de janeiro de 2004

Acabo de constatar que quase todos os blogs da minha listinha aí do lado que não são daqui, são do Rio de Janeiro.

E eu (que vergonha) NUNCA fui ao Rio de Janeiro.

Ninguém vai me convidar? =]

quarta-feira, 7 de janeiro de 2004

links
Tenho um disco do Frank Sinatra e um da Edith Piaf.
Agora sou uma pessoa mais feliz.

E tem ainda o do Nelson Gonçalves.
=)
::Férias globais::

Outra coisa que aprendi a fazer nas férias na roça foi assistir todos os programas que passam na globo (isso não é um erro, me recuso a escrever globo em maiúsculas). De filmes natalinos na sessão da tarde, passando por todas as novelas, até aqueles enlatados que passam de madrugada.
(Detalhe: perco a melhor parte, os desenhos, que cismam em passar justamente na hora que estou dormindo.)
Pois bem, o pior vai ser sair dessa rotina lixão agora.

Hoje recebi uma ligação bem na hora da novela das 8 (e pq a gente fala "novela das 8" se o jornal nacional, que é antes, começa às 8h15?):
- Lê, nós vamos pra baiana ou pro Café Tina... Vai lá encontrar com a gente.
Eu (podem acreditar), de camisola, banhinho tomado, assistindo a novela e já pensando no capítulo de estréia da nova mini-série:
- A neim gente... Tô aqui de camisola, vendo TV... Num animo não...
Outro pega o telefone:
- Quê que foi minha filha? Tá de ressaca?
(eles devem estar pensando que estou doente)
- Nada... Tô aqui de camisola, curtindo preguiça...

Mal sabem eles que eu não perderia o primeiro capítulo da mini-série por nada.
Ai que medo de mim.

Se eu tivesse que redigir um texto sobre minhas férias, tipo aquelas composições que a gente fazia na escola quando voltava das férias, ela se chamaria:
"As férias mais inúteis da minha vida"
Ou, usando a desculpa de que se trata de uma "pesquisa de campo", eu poderia entitulá-la:
"Cultura inútil é o melhor descanso para o corpo e a mente"

terça-feira, 6 de janeiro de 2004

Link novo
::Reveillon::



Mesa fantasma




"Cantinho dos Desejos"
(ou da macumba, como preferirem)

domingo, 4 de janeiro de 2004

::De volta::

É, de volta à interNERD.

E pra começar, post clichezão:

Ano novo, vida nova, bla bla bla...

Adorei quem esteve na minha casa no reveillon, faltaram algumas pessoas essenciais, mas tudo bem...
Espero que tenham gostado.

(olha a simpatia heim, galera?)

Ai, é tanta coisa que nem sei o que escrevo.
Então, vamo lá. Olha a foto que achei no site da up:



Foi em outubro no aniversário do Davi e da Fefe minha amigona linda com sua blusa verde deslumbrante.
Aí tem eu no meio de preto, a Cla à esquerda, a Fê à direita e a Léo ao fundo meio de costas. Minha "turminha" de amigas. hihi
Obrigada, pessoa que tirou essa foto. =)
E por falar em fotos, alguém apagou as fotos do reveillon da minha câmera antes de eu descarregar (grrrr). Quem tiver fotos do reveillon, favor mandá-las pra mim.

Bom, já deu pra perceber que não estou conseguindo postar direito. Preciso organizar as idéias. Passei muito tempo na roça, sem internet, nem TV a cabo, nem vídeo, nem celular. Isso quer dizer que pensei muito, li muito, sonhei muito, comi muito e dormi muito. E dei umas voltinhas de bicicleta de vez em quando pra não virar uma bola.

Agora preciso organizar meus planos pro ano novo.
Não farei listas, não farei balanço do ano que passou muito menos continhas bizarras do tipo: qto gastei com cerveja, noitadas, essas coisas que eu adoro... Isso é coisa de gente insana.

Espero que em 2004 eu possa gastar o dobro do que gastei esse ano.
Minha fitinha amarela não sai mais do braço. Nem a rosa. E nem a branca.

Juro que volto ao normal depois.
Só preciso de um pouquinho dos inferninhos da "cidade grande".

Acho que é isso.