sexta-feira, 11 de junho de 2004

::Mantenha distância::

Sempre questionei a razão da tietagem.
Mesmo nos meus longos anos de adolescência, em que essa prática era mais comum, não conseguia entender aquelas garotas histéricas, esgoelantes, descabeladas seguindo cada passo de seus ídolos.
Lembro muito bem das meninas tietes dos jogadores da seleção brasileira de vôlei masculino seguindo seus ídolos munidas de suas 5 pastas onde guardavam carinhosamente tudo o que encontravam relacionado a eles. E tudo que elas queriam era gritar, chorar e berrar para talvez ganhar um aceno ou, com sorte, um autógrafo na matéria da revista Capricho.
Hoje consigo entender melhor a minha antipatia pela tietagem.
Não faz o menor sentido querer se "igualar" ao seu ídolo. Os meus, têm lugar garantido e eterno no alto do trono da idolatria.
Não penso neles como pessoas comuns. Não quero saber o que comem, como escovam os dentes, a que horas vão se deitar.
Admiro uma determinada característica e é ela que me interessa. Só.
Quase amor platônico. Se deixar de ser platônico perde a graça.
Ou não...

Nenhum comentário: