terça-feira, 8 de junho de 2004

::Perda de classe gradativa ou como o álcool pode degradar seu modelão::

Tudo bem que saí mal intencionada no sábado.
Depois de uma semana quebradeira, tudo o que queria era "me jogar".
Peruíce-pink-glamourosa em ação: fazer as unhas, cortar o cabelo, pintar, depilar, maquiar...
Modelão pronto, começar a sessão chapação.
Vinhozinho com o papai antes de sair, passa no supermercado, carrega o veículo de bebidas e vai pra casa do companheiro de esbórnias.
Tudo milimetricamente calculado: o amigo mora na Savassi, não por acaso, ao lado da Obra, local escolhido para a esbórnia da noite. "Ótimo, nem preciso voltar dirigindo..."
Cervejinha vai, cervejinha vem, tudo na mais pura classe (ainda).
Fim da primeira sessão. Hora de sair de casa.
Porta da Obra lotada à meia-noite? Pura decepção.
O jeito é beber no posto até a fila diminuir.
Cerveja vai, cerveja vem... (a classe começando a ir embora)
Fim do show, podemos entrar.
Pessoas amigas, pessoas estranhas, pessoas bêbadas, pessoas loucas, pessoas chatas, pessoas bonitas, pessoas feias... tinha pra todos os gostos.
Cerveja vai, cerveja vem... (perda de classe total)
Que eu me lembre, a última vez que o Tião anotou uma cerveja na minha cartela pude contabilizar duas. "DUAS??? Como posso estar tão bêbada?" (o último pensamento que lembro)
O resto da falta de classe só tive notícia no dia seguinte, quando pessoas que eu nem lembrava que tinha visto na noite chegaram pra mim perguntando: "E aí? melhorou?"
Juro que quis ser um avestruz.
E o avestruz com a cabeça enterrada no buraco ainda consegue ser muito mais classudo que eu.

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