Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tento tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
[Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão. Hilda Hilst]
7 comentários:
Olá, Letícia, gostei da poesia. Abraço.
Lets, por acaso vc já postou este mesmo poema no blog ??
Já sim, viu.. eeheheheh
É clássico!
Ei pessoas!
Sim, já postei esse poema, mas Hilda Hilst merece, não?
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